Foram encontrados 325 registros para a palavra: Agenor Santos

ARTIGO – ENTRE A TEMPESTADE E A BONANÇA

O sol sempre brilha depois da tempestade

Depois da caminhada ao longo dos últimos 365 dias, eis que chegamos nessa segunda-feira ao fim de mais um ano do calendário, em que cada vida teve uma história escrita com tonalidades as mais diversas, e onde as alegrias não deixaram de estar associadas às eventuais tristezas presentes no cotidiano de cada um. Com todas as dificuldades que possam existir no Brasil de hoje, é confortante ver que não há espaço para o desânimo ou o desespero, mas, sim, uma boa dosagem de esperança de melhores dias. E aqui, registre-se, que o brasileiro sabe realmente conviver com os mais variados tipos de problemas e crises de forma humorada, fazendo sátiras e levando tudo na esportiva, como o fez nos piores momentos vividos nos últimos anos...

ARTIGO – LOBOS, EM PELE DE CORDEIRO!

A aproximação dos festejos natalinos e a passagem de Ano, têm o poder especial de ativar em todos nós um sentimento mais ameno na avaliação das coisas, de potencializar a capacidade de perdoar possíveis agressividades pessoais e estimular o sentimento de mais compreensão diante dos eventuais incômodos e indolências dos fracos. O espírito pessoal repleto de regozijo e júbilo, mesmo sob o impulso de muita boa vontade, contudo, não pode ser condescendente com o crime ou benevolente com a abominável irresponsabilidade daqueles que abusam do Poder para se locupletarem daquilo que não lhes pertence, mas, sim, ao Estado ou à sociedade.

Envolvido por esse sentimento, seria mais que natural que o tema da crônica desta semana estivesse atrelado mais às amenidades ou voltado para o foco da espiritualidade e a merecida exaltação ao Rei dos Reis. Existe no cenário nacional, todavia, uma persistente tendência para a continuada revelação de tantos e tão vergonhosos episódios ligados ao desvio da moralidade, à revelação de práticas antes ocultas e já localizadas, inclusive, no meio daqueles que pregam o combate a tudo isso. Tamanha é a gravidade que nos cerca, que até mesmo o teclado do PC se recusa a digitar algo que não seja o reiterado protesto a toda essa imundície instalada. Na verdade, esses caras perderam a noção de vergonha na cara, essa é uma realidade. Uns chegam até a questionar que só roubaram um pouco em relação aos trilhões que tantos roubaram. A meu ver, todos são ladrões do mesmo naipe...

ARTIGO – CIVISMO: ONTEM E HOJE

Convivemos nos dias atuais num Brasil cheio de controvérsias, em que se tornou corriqueiro o rompimento de regras e preceitos, de forma proposital ou aleatória, principalmente quando se trata dos costumes tradicionais que nortearam a educação, tanto no seio da família como dos ensinamentos básicos aprendidos na escola. Com a devida vênia do autor, reporto-me à última crônica produzida com muito acerto e propriedade pelo jornalista ERRY JUSTO, onde tratou da INVERSÃO DE VALORES: “Atualmente a sociedade vive uma grande inversão de valores, ou seja, uma transformação de não sabermos o que é certo ou errado, positivo ou negativo, moral ou imoral. As pessoas não mais reconhecem seus princípios, crenças e valores dentro de si”. Puras verdades! Essas incertezas revelam uma fissura em nosso perfil cultural de dimensão preocupante!

No passado era chocante e causava impacto nas pessoas qualquer atitude de desonestidade por parte de alguém, em especial quando esse comportamento atingia o honrado nome da família. Hoje, tristemente, a dignidade, o respeito e a ética se tornaram uma exceção à regra, e quando essas qualidades são identificadas merece uma efetiva celebração... Jocosamente, ouve-se, às vezes, expressões do tipo: “esse escapou”! Ou até mesmo, em alguns casos: “esse aí vai morrer pobre com a sua honestidade...”..

ARTIGO – ESQUERDA E DIREITA: IRMÃS GÊMEAS?

Tenho, por formação democrática, a vocação de respeitar todas as posições políticas e ideológicas - o que não significa silenciar ou ser omisso -, razão porque não costumo contestar ou polemizar diante de comentários dos estimados leitores, uma vez que deles me permito extrair um feedback positivo sobre os temas abordados e a realidade em que vivemos. Sei que é impossível pretender que haja unanimidade política, e assim os conflitos de pensamento sempre existirão. 

Não obstante essa postura conceitual, é impossível não questionar, respeitosamente, o comentário de uma inteligente leitora à crônica sob o título “QUE TAL UMA NOVA CARTILHA? ”, de 18/11/18, na qual este autor sugeria “convocar os intelectuais, professores e filósofos da esquerda nacional - e os leitores conhecem alguns! -, para produzirem uma nova Cartilha ajustada à realidade brasileira, alterando, assim, o modelo vencido de doutrinação esquerdista”...

ARTIGO – O INDULTO QUE ENVERGONHA A NAÇÃO!

Concluo feliz um giro pelas capitais nordestinas da Paraíba e Pernambuco, impressionado pela beleza e desenvolvimento das cidades de João Pessoa e Recife, bem à frente do que conheci alguns anos atrás, apesar do caos do trânsito, principalmente em Recife. Esse, porém, é um detalhe comum nas grandes cidades e capitais do país, por mais que os seus gestores invistam muito na mobilidade urbana, em decorrência da enorme quantidade de veículos em circulação. Uma particularidade chamou a atenção, que é a forte tendência pelo crescimento verticalizado das cidades, principalmente em João Pessoa, onde há prédios de até 52 andares, e cuja área já é classificada como a “Dubai Paraibana”! Resta ver se na área da educação, saúde e segurança existem os mesmos motivos para a comparação! Numa forma hilariante de avaliar a situação, ouvimos que esse programa na construção civil está mais para o “Minha Casa, Minhas Dívidas” do que para o similar oficial conhecido como “Minha Casa, Minha Vida”! 

Um giro dessa natureza permite a percepção de que há um fato novo envolvendo as pessoas, ou seja, um sentimento mais ameno na expectativa quanto ao novo governo eleito, o que não significa uma antecipada aprovação ou precipitada rejeição, seja daqueles que o elegeram ou mesmo dos que têm uma posição ideologicamente contrária, o que, obviamente, deve ser respeitado. Diga-se de passagem, estão de olho nele sim, e as cobranças não serão poucas, face as promessas...

ARTIGO – “FILHO FEIO NÃO TEM PAI”

Esse é um dos muitos provérbios portugueses que enriquecem o universo dos ditados populares, sempre encontrando adequação às mais diversas situações do cotidiano, principalmente quando se busca a justificativa para fugir às responsabilidades diante de algum fato negativo praticado. Quase sempre, também, quando o filho é muito bonito, o que mais se ouve é a frase orgulhosa de um certo coruja a dizer que “é a cara do pai”! Quando a situação é inversa e não tão favorável, o silêncio domina o momento. Assim é, infelizmente, a humanidade com suas facetas inusitadas.

No Brasil, por analogia, está arraigada no comportamento humano uma forte tendência à prática do silêncio comprometedor - quando não irresponsável -, protegendo a identidade de alguém por certos atos sob o apanágio do crime da omissão. De forma acentuada essa é uma característica presente e dominante na vida pública, onde as irregularidades quase nunca são apuradas, os projetos e obras são superavaliados e, o pior, às vezes ocultam as intrigantes e manhosas maledicências financeiras. Ah, se a Lava Jato desse uma passadinha por essas sujeiras para lavar tantas sujeiras que por certo existem e não são poucas!..

ARTIGO – QUE TAL UMA NOVA CARTILHA?

Assistir de camarote ao processo de escolha dos nomes para composição de uma equipe de governo, vibrando com os acertos ou criticando os erros que inevitavelmente acontecem, é uma posição confortável e cômoda para qualquer expectador ou para os analistas políticos sempre disponíveis para uma avaliação crítica dos acontecimentos. Obviamente que, diante do desmoronamento dos valores morais mais intrínsecos, neste Brasil dos últimos tempos, a caça aos homens e mulheres de bem vem se constituindo numa das tarefas mais difíceis e espinhosas para qualquer governante. Pessoas de competência não faltam, mas muitas, escorregadias, fogem pelo crivo rigoroso da peneira por não resistirem ao exame mais elementar que seja. Outras, depois de escolhidas, tornam-se o alvo da oposição e também do jornalismo investigativo, e nem sempre escapam ilesas das sequelas de fatos até então ocultos! Na atual equipe, por exemplo, o primeiro selecionado – Onyx Lorenzoni – já terá de se explicar... Aliás, por tudo que temos lido a respeito, podemos dizer que publicado seu nome já está, mas, o jornalismo investigativo vai atormentar suas noites insones. Sem falar do fogo amigo que já começou a receber por não atender nem uma ligação telefônica dos próprios aliados. Imaginem de um simples mortal!

O novo governo terá de ser coerente com o seu discurso de mudanças das práticas vigentes, embasado em que obteve a aprovação de 57,7 milhões de brasileiros, e assim não poderá se eximir de suas graves responsabilidades já a partir da escolha dos nomes para a sua equipe. Embora seja natural o rigor crítico dos opositores, quase sempre extrapolando no descontrole das paixões radicais, não tenho dúvidas de que, em razão de terem confiado no advento de um novo tempo, aqueles que acreditaram na bandeira da mudança que se erguia no país é que deverão assumir a postura do protesto legítimo visando a correção de algum eventual desvio de rota...

ARTIGO – ESTÁ CHEGANDO A HORA!

O que mais inquieta a todos nesse período pós-eleitoral e pré-posse dos eleitos - em particular no caso da Presidência da República -, é a repentina competência que aflora em todos os níveis, desde os comentaristas de televisão, às manifestações de políticos derrotados no pleito, cada qual com as fórmulas mais diversas e as mais perfeitas de como resolver os problemas nacionais. São tão convincentes nos argumentos como donos de todas as verdades, que se chega ao entendimento de que parece que os eleitos são os menos preparados para os cargos e assim dizem que 57,7 milhões de brasileiros foram absolutamente incompetentes na escolha que fizeram.

O inconformismo dos vencidos, contudo, deve ser perfeitamente assimilável por todos, visto ser uma contingência natural do sistema democrático. Os perdedores de ontem passam a ser os vencedores de hoje, e o reverso da medalha poderá ser o resultado do julgamento popular no amanhã do próximo pleito. O choro é livre, porém, mais importante do que vencer sempre é ter a consciência de que a alternância do poder faz parte do processo democrático e constitucional, devendo ser acolhido com dignidade...

BRASIL: A DIFÍCIL RECONSTRUÇÃO

Superada a fase da campanha eleitoral dominada por “exageros de sentimentos emotivos” que, traduzido, tem o significado literal de clima de “histeria” - desta vez pelas redes sociais -, a nação passa a conviver com uma nova realidade política em sua história. Foi empolgante a vibração dos 57 milhões de brasileiros que expressaram pelo voto no segundo turno o seu desejo de mudança, como frustrante foi o resultado para 47 milhões de votos contrários.

Se apregoavam que a Direita ameaçava a nossa democracia, muito maior risco ela corria com a pregação de uma Esquerda bolivariana que vinha ameaçando progressivamente as nossas instituições. Esqueceram-se de que a nossa democracia já é adulta e não adúltera, como quiseram torná-la. O eleitorado soube dar um basta nesse projeto...

ARTIGO – UM PRESIDENTE “FAKE NEWS”?

Como a matéria de uma crônica é elaborada com a necessária antecedência, de forma a estar habilitada para a edição no horário habitual, aos domingos, o tema não contempla a grande e esperada notícia quanto ao novo Presidente da República do Brasil, que neste horário já se acha definido em favor de um dos concorrentes.

Não se tem conhecimento na história passada ou recente, que o Brasil tenha convivido com a experiência de uma eleição presidencial com as inusitadas características da ocorrida neste ano de 2018! Ela foi repleta de acontecimentos e variáveis de todo tipo que a tornaram diferenciada na sua plenitude. Obviamente que depende da visão crítica de cada um, mas, acredito que em alguns detalhes bastante enfáticos haverá coerência de entendimento entre o autor e seus leitores...

ARTIGO – ELEIÇÕES 2018: AS ESTRELAS CADENTES

Todo processo eleitoral enseja a oportunidade de o eleitor expressar o seu sentimento pessoal ou do segmento social ao qual está integrado, ocasião em que manifesta o grau de aprovação, ou não, quanto ao desempenho dos seus representantes tanto no Executivo como no Legislativo, ou mesmo projeta a sua revolta ou descontentamento quando os valores básicos da formação da família ou os laços culturais foram ou estão sendo ameaçados.

O cidadão e eleitor pode até não responder através do voto na velocidade que muitos desejam, mas, sempre chegará o momento em que a voz das urnas ecoará em brados retumbantes, às vezes provocando graves surpresas naqueles que mais deveriam estar preparados para captar essa mensagem: os políticos! ..

ARTIGO – GANHAR ELEIÇÃO OU “TOMAR O PODER”?

A turbulência política pós-eleitoral já em andamento é uma consequência mais que natural a todo pleito que vai para o segundo turno. Os eleitores que tinham as suas posições antes definidas por esse ou aquele candidato, os quais não lograram êxito na passagem ao segundo turno, agora buscam a definição do seu voto por aquele que mais se aproxima de posições ideológicas adotadas para o primeiro turno. Mais provável, até, é que esse eleitor tenha se colocado diante da perspectiva de romper com certos princípios pessoais para analisar com mais profundidade, e assim já escolheu por eliminação, aquele que no segundo turno possa lhe parecer menos nocivo ao futuro do país e das instituições.

Em crônica de 30/09/18, uma semana antes do pleito (título ELEIÇÕES: NA DIREÇÃO DO VOTO ÚTIL), já pressagiava essa possibilidade de que o comportamento dos eleitores poderia derivar no sentido do voto útil, e abandonariam os seus preferidos diante da prévia lógica de que não chegariam a lugar nenhum, o que se comprovou diante da brusca queda nos índices finais da votação, a saber: Ciro Gomes, de 15% para 12,47%; Alckmin, de 8% para 4,76%; Marina, de 3% para 1%; Amoedo, de 3% para 2,5%; Meireles, de 2% para 1,21%; Álvaro Dias, de 2% para 0,80%; Cabo Daciolo, de 2% para 1,26% e Boulos de 1% para 0,58%. Os demais abaixo de 1% e mesmo assim caíram. Logicamente os números finais comprovam o raciocínio, visto que o Bolsonaro saiu de 40% para 46,03% e Haddad de 25% para 29,28%...

ARTIGO – NOSSA HISTÓRIA ELEITORAL EM DOIS TEMPOS

Neste domingo, chegamos à reta final da dura caminhada dos senhores candidatos aos diversos cargos em disputa, principalmente daquele que tem expressiva relevância para a história do país: Presidência da República! Tem uma representatividade ainda maior em decorrência da crise econômica e de governabilidade que hoje afeta todos os segmentos produtivos, aumentando ainda mais os índices de desemprego da classe trabalhadora.

Numa condição bastante privilegiada, antes da meia-noite do dia da eleição já se sabe o nome dos vitoriosos no pleito. Por mais severas que sejam as críticas a esse desempenho da tecnologia brasileira no campo das eleições, o avanço sugere um exemplo de modernidade para o mundo...

Artigo – ELEIÇÕES: NA DIREÇÃO DO “VOTO ÚTIL”?

No mercado de trabalho e nas empresas com um mínimo de modernidade, todos os profissionais são alvos de uma avaliação periódica quanto à integridade funcional, a eficiência e a qualidade dos serviços que prestam. Já de algum tempo muitas empresas passaram a ter o seu Departamento de Pessoal especializado, denominado de RH ou Relações Humanas, que se encarrega da seleção, treinamento e acompanhamento dos contratados.

Nesse particular, o Banco do Brasil – onde, com muita honra dediquei 30 anos da minha vida! -, já era um exemplo centenário, visto que a cada final de exercício os Chefes de Setor de cada Agência eram responsáveis pela Avaliação de Desempenho Funcional-ADF dos seus subordinados, entregando-a à Administração para análise e destinação final. E cada Agência recebia a visita periódica dos Inspetores, posteriormente Auditores, em cuja missão regular o Gerente-Geral e o Gerente-Adjunto eram submetidos a uma quase sempre rigorosa avaliação do desempenho daquela dependência, além da postura e integridade dos seus gestores. A isso devemos chamar de verdadeira prova de desempenho funcional, pois não bastava ser aprovado em difícil concurso, diga-se de passagem, como sempre foram as provas do BB. Ou seja, tinha que provar e ser aprovado o tempo todo, o que estimulava o empregado a procurar a eficiência e pugnar para ser sempre o melhor...

Artigo – PRESIDENCIÁVEIS: “NEM O RUIM, NEM O PIOR LÁ!”

Não tenho dúvidas de que cada leitor, assim como eu, tem sempre ao seu lado algum familiar ou amigo que tem manifestado, de forma exaustiva, a sua disposição de comparecer às urnas somente para cumprir o estabelecido pela lei do voto, com o fim de atender os limites da obrigatoriedade. Como não cabe à lei, porém, impor ao eleitor como o voto deve ser dado, ele exerce o seu direito intrínseco à liberdade de votar em branco ou anular o voto. Outros deixam de comparecer e optam por “justificar” a ausência, e esse posicionamento considero uma omissão reprovável pelo não cumprimento do dever cívico, em razão do que perde o cidadão o direito a qualquer protesto ou manifestação posterior. Respeito a cidadania e individualidade inerente a cada eleitor, mas tenho, por princípio, posição contrária a essa atitude, embora veja nela a expressão do desencanto que atormenta o nosso povo!

A determinação de não votar em nenhum candidato foi claramente manifestada por 13% dos pesquisados, conforme última pesquisa divulgada pelo Datafolha. Dentre os pesquisados uma senhora do Mato Grosso do Sul acrescentou à sua resposta frases bastante contundentes: “Há várias eleições a gente escolhe entre o ruim e o pior, e por isso o Brasil está onde está. Agora resolvi dar um basta. Pelo menos da minha parte não vou colocar nem o ruim, nem o pior lá”. O mais grave de tudo é ver que nenhum político tem a sensibilidade para fazer uma reflexão diante desse fato, de forma a inserir algum tipo de mudança mais convincente no perfil dos seus discursos. Indiferentes, fazem de conta que não é com eles que os eleitores se manifestam, muitas vezes asperamente. E fazer de conta, é bem a praia deles!..

Artigo 310 – HORÁRIO POLÍTICO: UMA INUTILIDADE!

Muitas são as ocorrências políticas que influenciam o processo eleitoral em qualquer país do mundo, ressalvada a circunstância de que essas possibilidades somente acontecem onde se pratica o sistema democrático. Isso porque, em outros Regimes Autocráticos essa liberalidade não existe. Um exemplo de democracia que merece ser imitado, dentre as existentes no mundo, é exatamente dos Estados Unidos da América (EUA). Em contraponto ao conjunto de liberdades permitido pelo sistema, contudo, justamente na América é onde proliferam muitos escândalos políticos das mais variadas características, tanto durante as campanhas eleitorais, como eclodem durante o mandato do candidato eleito e empossado. 

Difícil não lembrar do Presidente Richard Nixon, que foi forçado a renunciar em 1974 para evitar o impeachment, após o Caso Watergate decorrente da invasão do Comitê Nacional do Partido Democrata. O Presidente Donald Trump que o diga, o quanto está rebolando para se defender das acusações de ilegalidades, até ligadas à influência da Inteligência russa em sua eleição, principalmente quando os denunciantes são membros da equipe de campanha ou até mesmo do governo...

Artigo – BRASIL: O DIREITO DE CONTINUAR SONHANDO

(Artigo publicado em 14/09/2014) - Não teria, jamais, a pretensão de que o nosso Brasil se transformasse no País das Maravilhas dos Contos de Fada, visto que a realidade vai muito além dos sonhos infantis. Mas temos o direito, como cidadãos, de ter os nossos próprios sonhos de adultos, que não são permeados pelos encantos da fantasia, mas, sim, revestidos das expectativas próprias do mundo real onde há alegria e tristeza, amor e ódio, sorrisos e lágrimas, certezas e incertezas, e tantos outros matizes que se contrapõem a todo instante. 

Embora não exista um normativo que defina os diversos estágios do crescimento de uma nação, assim como ocorre com o ser humano que desenvolve etapas desde o pré-natal, passa pela infância, adolescência, juventude e a esperada idade adulta, um país vai se formando e se estruturando a partir da sua descoberta. O seu perfil inicial como nação lhe é atribuído, gradativamente, pelos seus descobridores e o seu amadurecimento vai se consolidando ao longo das décadas e dos séculos de sua trajetória histórica, período em que o seu povo e as suas lideranças vão assimilando as influências permitidas pelo tempo, formando pouco a pouco o seu próprio perfil e definindo o tipo de nação que deseja ser. Obviamente que grandes acontecimentos históricos promoveram desvios de rumos, como os traços culturais deixados por invasores colonialistas externos no início, duas guerras mundiais arrasadoras, além da luta pelo poder que promove as revoluções e os golpes internos. ..

Artigo: GOVERNO FEDERAL: SÓ E ABANDONADO

Não importam as circunstâncias políticas, econômicas ou sociais que envolvem o Brasil durante o período pré ou pós-eleitoral, mas já está na hora dos parlamentares abrirem o baú onde se encontram no esquecimento algumas propostas de Emendas Constitucionais que visam à alteração desse longo prazo atual existente no Art. 82 da Constituição de 1988, entre a data em que ocorre a eleição presidencial (7 de outubro) e a data da posse do eleito, em 1º. de janeiro.

A PEC 51/2003 de autoria do ex-deputado Bismarck Maia (PSDB-CE) – espera tanto para ser analisada que o autor deixou de ser deputado desde 2007! -, na qual propõe o dia 15 de novembro para a posse do Presidente da República, governadores, prefeitos, deputados federais e senadores, data que considero a ideal. ..

ARTIGO – A MAQUIAGEM ENGANADORA

A maquiagem, quando no estrito uso a que se destina, é aquele importante componente que enriquece o universo da beleza feminina, com o poder de corrigir e transformar pequenos detalhes que nem sempre se constituem em defeitos físicos, mas, uma mera ansiedade de se mostrar mais bela e atraente. Por ser um item que promove as grandes diferenças, quando uma mulher a utiliza de forma excessiva perde um pouco do seu brilho, e as pessoas costumam insinuar, de maneira jocosa que, sem o uso desse artifício, seguramente “será difícil encarar aquela imagem ao amanhecer do dia seguinte”!

Ela é utilizada de forma bem acentuada, também, na caracterização dos artistas nos circos e teatros, de maneira a melhor representar os tipos e incorporar os personagens de cada espetáculo ou peça teatral, o que dá mais autenticidade ao desempenho artístico, tudo bem explícito...

ARTIGO – DEMOCRACIA: COM VOTO OBRIGATÓRIO?

Em decorrência de diferenças de natureza apenas conceituais, a Organização das Nações Unidas (ONU), reconhece a existência de apenas 193 nações, divergindo do número de 206 países filiados ao Comitê Olímpico e 209 à FIFA. Obviamente que nos princípios e normas oficiais instituídos pela ONU existem as exigências legais de que “o país deve ter fronteiras definidas, sustentação econômica – uma moeda ajuda bastante – e soberania nacional. E ainda deve ser reconhecido pelos outros integrantes”, o que, necessariamente, não é o entendimento das entidades esportivas.

A lembrança desse número de nações no mundo, nesse nosso momento pré-eleitoral, remete-nos a uma reflexão sobre as condições constitucionais criadas em torno do voto, flexíveis em alguns pontos, mas que estabelece uma exigência ímpar de obrigatoriedade. Nos dias atuais, salvo naqueles países onde predomina a monarquia ou regimes absolutistas, o voto já não é obrigatório. Além do Brasil, o voto só é obrigatório em mais 20 países. Conheçam quais são: Argentina, Austrália, Bélgica, Bolívia, República Democrática do Congo, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Egito, Grécia, Honduras, Coreia do Norte, Luxemburgo, México, Nauru, Paraguai, Peru, Cingapura, Tailândia e Uruguai...