RedeGN - ESPAÇO DO LEITOR: O EXERCÍCIO DA IMORALIDADE

ESPAÇO DO LEITOR: O EXERCÍCIO DA IMORALIDADE

Quando no curso dos acontecimentos humanos se torna necessário um povo dissolver laços políticos que o ligavam a outro, e assumir, entre os poderes da terra posição igual e separada, a que lhe dão direito as leis da natureza e as do Deus da natureza, o respeito digno às opiniões dos homens exige que se declarem as causas que os levam a essa separação. Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade (John Hancock).

A fim de assegurar os sagrados direitos dos cidadãos como: Segurança, educação, saúde, cultura, lazer, dignidade garantindo, assim, a auto-estima e felicidade do povo, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-lo ou aboli-lo e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade. 

Mas quando uma longa série de abusos e usurpações, perseguindo invariavelmente o mesmo objeto, indica o desígnio de reduzi-los ao despotismo absoluto, assistem-lhes o direito, bem como o dever, de abolir tais governos e instituir novos-Guardas para sua futura segurança. Tal tem sido o sofrimento paciente desta sociedade e tal agora a necessidade que a força a alterar a composição do governo.

A história do  atual governo de Juazeiro compõe-se de repetidos danos e usurpações, tendo todos por objetivo direto o estabelecimento da tirania absoluta sobre este município. Para prová-lo, permitam-me submeter os fatos supostamente cometidos por esse governo ao nosso cândido município. Gastou recursos irrecuperáveis, honestamente, em campanha, Não honrou nenhum compromisso de campanha, celebrou contrato imoral com escritório de advocacia de propriedade de um filho de secretário da sua administração, admitiu funcionários da sua empresa na Prefeitura, sem experiência e com altos salários, nomeou um secretariado, com algumas exceções, sem experiência, entregou o município à própria sorte transformando Juazeiro na imagem do abandono e em quase três anos de governo não realizou sequer uma obra de alcance social, praticou nepotismo cruzado, recusou assentimento a proposições das mais salutares e necessárias ao bem público e teve contas rejeitadas. Tudo isso nada tem a ver com governos passados.

Nós, por conseguinte, habitantes desse município, juntos em comunhão na defesa da nossa terra, apelando para o Juiz Supremo do mundo e as nossas próprias consciências pela retidão de nossas intenções, em nome e por autoridade do bom povo ribeirinho, conclamamos a sociedade: que este município se liberte de qualquer vassalagem contra o seu povo, e que todo vínculo político entre a sociedade e esse governo seja totalmente dissolvido; inclusive nas nossas consciências. E em apoio desta conclamação, pleno e firme confiando na proteção da Divina Providência, empenho, junto aos homens de bem as nossas, coragem e sagrada honra por interromper esse suposto maléfico exercício de imoralidade.

Lucien Paulo