Foram encontrados 5 registros para a palavra: violencia no campo

Trabalhadores rurais do MST fazem marcha de 100 km para pedir reforma agrária e fim da violência no campo, na Bahia

Cerca de 800 pessoas que fazem parte do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) iniciaram, na manhã desta segunda-feira (11), uma marcha de 100 km para reivindicar a reforma agrária e fim da violência no campo. A caminhada deverá durar oito dias.

Os trabalhadores, que são de várias cidades baianas, começaram a marcha em Feira de Santana e deverão chegar em Salvador na próxima segunda-feira (18). O grupo estava acampado na Vila Olímpica dos Amadores, na Avenida de Contorno, de onde partiu em direção à capital...

"Mudanças promovidas por Bolsonaro devem acentuar a violência no campo", diz Valmir

Na nova estrutura de Governo, as políticas de reforma agrária, reconhecimento de áreas remanescentes de quilombos e demarcação de território indígena foram transferidas para a gestão dos ruralistas, dentro do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA). De acordo com a Medida Provisória 870/2019, publicada ainda no primeiro dia do novo governo federal, essas políticas ainda terão influência direta da União Democrática Ruralista (UDR), organização de latifundiários conhecida por promover leilões para a arrecadação de dinheiro destinada à compra de armas. 

"Ainda em 2017, os assassinatos de camponeses, quilombolas e indígenas bateu o recorde dos últimos 10 anos. Foram 70 mortes, incluindo ao menos dois massacres com proporções semelhantes ao que aconteceu em Eldorado dos Carajás, em 1997. Não tenho dúvida que isso se deve a estagnação das políticas referentes à democratização da terra, que tende a aumentar os conflitos no campo. Com a mudança de gestão para as mãos do latifúndio, há a preocupação iminente de mais mortes, pois não se espera que os ruralistas promovam a reforma agrária", disse o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), ligado ao MST e assentado da reforma agrária. ..

Diocese de Juazeiro lança Campanha da Fraternidade 2018 com dados sobre violência no campo e contra a mulher

Conforme o Blog divulgou ontem (Veja aqui) com o tema “Fraternidade e superação da violência” e lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), o lançamento da Campanha da Fraternidade 2018 apresentou histórias de pessoas que lutam pela superação da violência durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (14).

Com esta iniciativa, a Diocese de Juazeiro e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convidam todos os homens e mulheres de boa vontade para percorrer o caminho da superação da violência crescente em todos os níveis. Violência de morte, de abuso de poder, de descarte da pessoa, de quebra de relações de confiança, de degradação da família, de ganância e corrupção, de marginalização da infância e da adolescência...

VIOLÊNCIA NO CAMPO E CONTRA AS MULHERES MOTIVOU TEMA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018

Na manhã desta quarta-feira (14), a Diocese de Juazeiro (BA) promoveu o lançamento da Campanha da Fraternidade 2018, durante uma coletiva de imprensa, no Salão Papa Francisco, localizado na Casa Paroquial, na Catedral-Santuário Nossa Senhora das Grotas, com a presença do Bispo Diocesano Dom Beto Breis, do Padre Josemar Mota, vigário geral da Diocese, Fernanda Lins, representante da Comissão Pastoral da Mulher e Marina Rocha, representante da Pastoral da Terra (CPT).

Inicialmente coube ao Bispo Diocesano Dom Beto Breis explicar o tema da campanha este ano "Fraternidade e superação da violência", e o lema "Vós sois todos irmãos (Mt 23,8)". A campanha desse ano propõe a discussão e reflexão sobre a violência que, de modo avassalador, está presente em vários segmentos da sociedade...

Comissão Pastoral da Terra divulga o número da violência no campo entre 1985 e 2017

A CPT torna públicos os registros de massacres no campo, de 1985 a 2017. Esse tipo de crime sempre ocorreu no campo brasileiro, apesar de apenas alguns terem ganhado destaque no cenário nacional. Nesse período, a CPT registrou 45 massacres que vitimaram 214 pessoas em nove estados brasileiros.

De acordo com sua metodologia, a CPT reconhece como “massacre” casos em que um número igual ou maior que três pessoas foram mortas na mesma ocasião. Motivada pelos três crimes que ocorreram esse ano, no Mato Grosso, Pará e em Rondônia, a CPT desenvolveu essa página especial para dar visibilidade a todos os massacres no campo ocorridos nos últimos 32 anos, e mostrar para a sociedade que esse tipo de crime é mais uma das estratégias do capital para expulsar os povos de suas terras e territórios...