O Brasil tem capacidade para gerar 13.000 megawatts (MW) médios de energia derivada da cana-de-açúcar, o equivalente a 3 usinas de Belo Monte. Em Juazeiro (BA), o potencial de produção de bioenergia da Agrovale, uma das maiores empresas do ramo no Nordeste, é suficiente para atender uma cidade com cerca de 214 mil habitantes. Seu alto volume de produção energética permite que o excedente seja comercializado no mercado interno e no sistema de energia elétrica de várias regiões do Vale do São Francisco.
Especializada na produção de açúcar e etanol, a Agrovale também vem se destacando na geração da bioenergia, um segmento que tem se demonstrado estratégico para o país. Segundo dados da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (UNICA), a bioeletricidade já representa mais de 2% da energia consumida anualmente no país. Com potencial para ser a segunda maior fonte de eletricidade das casas brasileiras, atrás apenas das usinas hidroelétricas, a bioenergia é essencialmente sustentável. Em 2010, foi responsável pela economia de 4% da água nos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, no período mais seco do ano.
O engenheiro eletricista e professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Antonio de Almeida Fernandes, lembra que o Brasil possui a matriz energética mais renovável do mundo industrializado. “A produção de álcool e geração de energia através do bagaço da cana e outros insumos é de extrema importância para o cenário nacional e, por que não dizer, mundial”, explicou.
Professor Almeida também destacou a importância da Agrovale como produtora regional de bioenergia. “Produzindo álcool e injetando na rede elétrica em torno de 5.040.000 kWh de energia elétrica mensais, a Agrovale tem um papel fundamental e é parte importante da geração distribuída do nordeste”, pontuou o professor da Univasf, lembrando ainda que o Vale do São Francisco tem potencial para implementação de outros empreendimentos agrícolas e de produção de bioenergia.
De acordo com o diretor Financeiro e TI da Agrovale, Guilherme Colaço Filho, a escolha da empresa por se consolidar na geração da bioenergia, a partir do bagaço da cana, está relacionada à sustentabilidade e à inovação tecnológica. “A indústria brasileira da cana-de-açúcar é hoje um dos setores mais inovadores e sustentáveis do agronegócio mundial. Então estamos numa busca contínua pela redução da emissão de CO2 ao mesmo tempo em que produzimos inovações que tragam mais empregos para o país”, salienta.
Com 5.032 funcionários, a Agrovale é a maior geradora de empregos diretos em Juazeiro. Baseando-se em pesquisas regulares, a empresa desenvolveu técnicas modernas de irrigação para solo de semiárido e, com o tempo, atingiu os maiores níveis de produtividade em cana-de-açúcar do mundo. Hoje, ela é uma das maiores no Nordeste na produção de açúcar, bioenergia e etanol.
CLAS Comunicação & Marketing
6 comentários
04 de Dec / 2017 às 17h46
É muito importantes tudo isso que foi dito, porém precisa investir mais em tecnólogias para parar de poluir o meio ambiente com fuligem e fumaça, se conseguir acaba com a queima vai está de parabéns!!! Não adianta chegar tão alto esquecendo do meio ambiente e do povo que sofre com a fumaça que a queima dessa cana produz.
04 de Dec / 2017 às 18h18
poluidora eca. suja as casas de familia com fuligem preto
04 de Dec / 2017 às 20h56
O MPF ESTA COMO PROCESSO NAS MAÕS A EMPRESA POLUI JUAZEIRO EPETROLINA COM A QUEIMA DA PALHADACANA
04 de Dec / 2017 às 22h58
Enquanto isso nós moradores dos residências Juazeiro 1, 2 e 3 que ficam próximos a esses canaviais que são queimados durante 7 meses de safra estamos adoecendo nossos filhos, os idosos todos os dias de queimas são levadas várias crianças e idosos aos hospitais da criança e upa de Juazeiro pela Guarda Comunitária RRJ que presta também esse serviço de emergência aos cliente da comunidade. Existe um movimento contra essas queimadas não contra a empresa e já estamos com mais de 4.137 assinaturas não só de moradores daqui como de outros bairros vizinhos, Juazeiro e Petrolina empeso sofre!
05 de Dec / 2017 às 08h52
A Agrovale lançou seu código de ética para os trabalhadores. A empresa precisa entender o que é ética na política. Pois influi na vida de todos nós que precisamos de bons políticos. Se quer financiar político, que distribua de maneira igualitária entre os candidatos. Se o município tem 20 candidatos, escolhe os dez mais bem cotados, ao menos e distribua o dinheiro de forma igual. Em todo caso, o critério para não financiar candidatos, é exatamente aqueles envolvidos em processos na justiça, e aqueles que já são macacos velhos. Ética social é fazer o correto, é agir para o bem da sociedade.
05 de Dec / 2017 às 09h12
Não vai dar em nada. essa empresa financia políticos.