Mesmo em um mundo globalizado, dores antigas ainda assolam diversos lares brasileiros. No cenário atual, onde algumas incertezas pairam sobre muitas famílias, um dos desafios mais angustiantes da sociedade contemporânea: o desaparecimento de crianças.
O Dia Internacional da Criança Desaparecida, celebrado anualmente em 25 de maio e a data deveria provocar debates em busca de soluções. “O maior obstáculo é a falta de políticas públicas, a omissão, o descaso, a negligência por parte das autoridades", diz estudiosos em segurança pública.
É importante destacar que, segundo a Lei 13.812 de 2019, uma pessoa é considerada desaparecida a partir do momento em que seu paradeiro é desconhecido, não havendo a necessidade de esperar 24 horas para tomar medidas de busca e localização, pelo contrário, pois de acordo com a Lei 11.259, de 2005, a investigação do desaparecimento de crianças ou adolescentes deve ser realizada imediatamente após notificação aos órgãos competentes, que deverão comunicar o fato a portos, aeroportos, polícia rodoviária e companhias de transporte interestaduais e internacionais, fornecendo-lhes todos os dados necessários para a identificação do desaparecido.
Os números são alarmantes. De acordo com o Mapa dos Desaparecidos no Brasil, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados mais de 220 mil boletins de ocorrência de desaparecimentos entre nos últimos anos, sendo 62,8% de homens e 37,2% de mulheres. Do total de desaparecidos no período, mais de 30% correspondem a crianças e adolescentes.
Em média, ainda de acordo com o relatório, são cerca de 200 desaparecimentos por dia, e os estados com o maior número absoluto de registros são, em ordem, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A maior parcela de desaparecidos é de pessoas negras, em contrapartida, brancos são os mais localizados.
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