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Abate clandestino de animais é pauta de reunião em Juazeiro

01 de Oct / 2015 às 20h00 | Informativos

O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Jorge Cerqueira recebeu na manhã desta quinta-feira (01), na sede da secretaria, a visita do proprietário do Frigorifico Campo do Gado (antigo Abatal), Gustavo Machado, do secretário de Desenvolvimento Rural do município de Curaçá, Nilton César Mendonça, de representantes da ADAB e da Vigilância Sanitária para discutir a atual situação do abate de animais em Juazeiro. Na oportunidade, Gustavo Machado apresentou o novo diretor comercial do frigorifico, Carlos Kleber Silva que fez algumas considerações sobre o assunto.

"O abate clandestino em Juazeiro é pauta de discussão há muito tempo e acredito que as instituições ligadas ao setor juntamente com os produtores, comerciantes e consumidores podem chegar a um consenso para que o processo siga as normas legais. Juazeiro possui um dos maiores rebanhos de caprinos e ovinos do país e a organização do setor é mais que necessária", disse o novo diretor do frigorífico.

Conforme o proprietário do Campo do Gado, Gustavo Machado; o frigorífico abate por mês 600 animais (caprinos e ovinos). "O município de Juazeiro abate mensalmente cerca de 10 mil animais/mês. Se desse montante conseguíssemos abater a metade, teríamos viabilidade econômica para um bom funcionamento do empreendimento", declarou.   

Para o supervisor de pecuária da SEAPA, José Wilson Chaves (Chaveco), a comercialização da carne inspecionada é de grande importância, "porém é necessária a realização de campanhas educativas e midiáticas para que a população entenda a importância das normas legais para o consumo de carne abatida nos frigoríficos credenciados. Essa é uma questão de saúde pública, e todos precisam ter essa consciência", frisou.  

O consumo da carne clandestina traz sérios riscos a saúde pública. "Existem perigos eminentes à saúde do homem, a exemplo das zoonoses que são doenças transmitidas do animal para o ser humano, como a tuberculose, botulismo e brucelose. As mesmas podem ser adquiridas através do consumo da carne clandestina, que não seguem as normas exigidas pela legislação vigente do abate de animal", explicou o supervisor do núcleo da Vigilância Sanitária de Juazeiro, Eder Machado.

De acordo com o secretário de Agricultura, Jorge Cerqueira, o trabalho precisa ser feito em conjunto. "Sei da responsabilidade de cada instituição para realização desse trabalho. O abate ilegal e a comercialização clandestina existem, e não cabe aqui atribuirmos responsabilidades, e sim buscar de forma conjunta a solução para o problema", observou.

Ao final da reunião ficou definido que será realizado um novo encontro com representantes do Ministério Público, Secretaria de Saúde, Secretaria de Ordem Pública, Procuradoria do Município, ADAB, Polícia Militar e o Serviço Territorial de Apoio a Agricultura Familiar (SETAF), com data a definir.

Ascom/Juazeiro

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