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REGULAMENTAÇÃO DE PAREDÕES DE SOM EM CURAÇÁ-BA

23 de Feb / 2015 às 10h00 | Espaço do Leitor

Geraldo José e produção do blog,

A GALEOTA Produções, é uma equipe que trabalha no sentido de resgatar a infância e adolescência saudável no município de Curaçá-BA, além de eventos gratuitos (com músicas infantis ao vivo, teatro de fantoches, trava-línguas, advinhas, e exibição de áudio visual de animação contextualizado com o semiárido) que percorrem os bairros, sobretudo os mais periféricos levando entretenimento e educação para crianças, jovens e adultos. Organizamos ainda o estímulo das crianças à prática da cultura popular.

Em janeiro de 2015, organizamos o Reisado Mirim que iniciou com 30 e encerrou com 50 componentes que sempre acompanhados de pais, mães, responsáveis e dos organizadores da GALEOTA produções, visitaram cerca de 20 residências cantando, dançando, brincando com o boi Mimoso Manso e a Burrinha Sinhá Marica.

Em fevereiro deste ano, com os mesmos 50 componentes que tem idade entre 10 meses e 13 anos, montamos o bloco Afro-Percussivo para homenagear os 30 anos do Axé baiano, através das batidas e canto das letras dos clássicos que iniciaram essa modalidade musical tão rica, já está em processo a montagem de um espetáculo teatral da Paixão de Cristo a ser encenado no final de março e início de abril.

Buscamos aliar, diversão, educação, união de pais, mães e filhos apara obter transformações positivas.

Por este motivo pedimos que este honrado blog e também se possível o programa de Rádio do Geraldo José nos apoiem nessa luta em favor da regulamentação do uso de paredões de som no município de Curaçá, pois o desregrado volume, os horários inconvenientes e as músicas que deseducam nossas crianças e jovens estão transformando a sede de Curaçá em um inferno.

Desde já agradecemos a atenção.

Fernandinho (Fernando Antônio Ferreira)

Demis Santana (Ademir Santana Silva)

Wilson Sena Martins

O dia em que o paredão de som atropelou a cultura das crianças de Curaçá-BA

Em Curaçá-BA, no ano de 2015 não houve festejo carnavalesco promovido pela prefeitura, no entanto, várias manifestações tradicionais locais se fizeram vivas, a exemplo dos caretas, do bloco das virgens, e de pessoas de todas as idades com suas bombas de cano para molhar uns aos outros pelas ruas. Dentre este universo a grande novidade de Curaçá, veio a ser o Bloco Percussivo Mirim Brincantes da RDB (Rua de Baixo), que em janeiro deste ano já havia impressionado a população curaçaense com o Reisado Mirim.

Na tentativa de fortalecer a memória da trajetória musical baiana, a Galeota Produções, trabalhou com meninos e meninas dos bairros periféricos e centrais, a batida e as clássicas letras de canções que compuseram o cenário do início do Axé baiano, que neste carnaval completava 30 anos.

O bloco percussivo Brincantes da RDB, desfilou na sexta-feira, dia 13 de fevereiro, quando puxou o boco da Escolinha Fonte Nova, desfilou no sábado dia 14, arrastando um grande número de foliões que se identificaram com a proposta dos Brincantes da RDB, mas infelizmente na terça dia 17, quando fecharia com chave de ouro a sua atuação momesca, os Brincantes da RDB se depararam com um gigantesco paredão de som que impedia a passagem de qualquer outro bloco ou qualquer veículo (praticando a obstrução da via pública e atentando contra o direito dos cidadãos em irem e virem livremente).

Os organizadores do Bloco: Vem Pra Rua (responsáveis pela presença do paredão obstrutor da avenida e que também utilizaram dois caminhões pipas para molhar os foliões (mesmo em tempos de tentativa de conscientização de economia e reaproveitamento de água), ao serem procurados, sugeriram que o Bloco Mirim se deslocasse pela outra mão da avenida, por onde estavam passando os automóveis e motos. Pais e mães dos componentes entraram em desespero com o risco de acidentes. O Bloco do Paredão ofereceu como contrapartida ao esforço realizado, o compromisso de desligar o som do paredão e ofereceram o microfone do paredão para que a proposta do bloco de crianças e adolescentes fosse apresentada aos foliões presentes, contudo, enquanto as crianças tocavam a quarta música, alguém ligou o som do paredão que revezava apenas as músicas: A muriçoca soca e Na pop cem ela empina o bum bum.

Pais, mães, admiradores e responsáveis pelo Bloco Mirim, ficaram indignados. Crianças choraram ante a humilhação pública. E assim terminou o sonho das crianças em se expressarem para aquele numeroso público ali presente.

O tradicionalíssimo bloco do GEDEC que existe ha 10 anos e que também havia preparado coreografias especiais para que seus alunos apresentassem ao público aglomerado no ponto em que o paredão estava obstruindo, teve que desviar seu itinerário devido ao mesmo problema já aqui relatado. E do mesmo modo, pais, alunos, admiradores e organizadores do GEDEC, sentiram-se prejudicados e indignados.

Assim se deu o dia em que: O paredão de som atropelou a cultura das crianças de Curaçá-BA.

Demis Santana (Ademir Santana Silva)

Fernandinho (Fernando Ferreira)

Wilson Sena 

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