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A SAÚDE À BEIRA DA MORTE

25 de Jun / 2011 às 10h00 | Política

A cidade de Juazeiro no norte da Bahia é o município que têm o maior volume de repasse para saúde equivalente a (R$ 1.228.475,58), Jequié (R$ 933.468,42), Camaçari (R$ 812.330,43), Eunapólis (R$ 755.908,63), Vitória da Conquista (R$ 768.327,02) e Paulo Afonso (R$ 701.776,19). 

No entanto, a nossa saúde se encontra a beira da morte, são filas imensas nos postos de saúde, as pessoas tendo de dormir para garantir uma ficha de atendimento, faltam médicos, dentistas, técnicos em enfermagem, material odontólogico, remédios e equipamentos para estes profissionais prestarem um serviço de qualidade, digno daquele que a população merece e têm direito. 

O que são direitos à saúde? Qual a extensão de nossos direitos humanos à saúde?. O caráter programático da regra inscrita no artigo 196 da CF/88 – que tem por destinatários todos os entes políticos que compõem, no plano institucional, a organização federativa do Estado brasileiro, não pode converter-se em promessa constitucional inconseqüente, sob pena de o Poder Publico, fraudando justas expectativas nele depositadas pela coletividade, substituir, de maneira ilegítima, o cumprimento de seu impostergável dever, por um gesto irresponsável de infidelidade governamental ao que determina a própria Lei fundamental do Estado.     

O conhecimento dos direitos fundamentais é necessário para que se perceba que a Constituição de 1988 não pode ser o produto de uma construção artificial, estabelecida ou modificada de modo a atender as conveniências de quem detiver o poder político num dado momento. 

Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. 

O governo Federal tá fazendo a sua parte, enquanto isso o município se ausenta em cumprir com sua obrigação, de aplicar os recursos federais de forma responsável e promotora do bem comum a sociedade. Mas o município mesmo não tendo condição de gerir com a demanda da saúde em nossa cidade, resolve ainda assumir dois hospitais que outrora nos deixam lembrança e saudades, quem nunca precisou ser atendido no hospital SEMEC? Qual a mãe, pai ou avó que nunca precisou levar o seu filho para ser atendido no hospital SOBABY. Qual a mãe que não precisou ter seu filho no hospital CLISE ? E agora José? A fogueira está queimando, mas essa síndrome precisa de uma cura urgente. 

Agnaldo José - Comunitário do Bairro Alto da Aliança

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