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MEC até hoje não mapeou impacto da pandemia na educação, diz presidente de conselho de estados

06 de Oct / 2021 às 14h30 | Coronavírus

O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo, aponta a evasão escolar e a perda de aprendizado como os principais problemas relacionados à pandemia e cobra do Ministério da Educação um diagnóstico nacional sobre a situação para poder enfrentá-los.

À coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Angelo afirma que o governo federal somente estimulou o retorno às aulas sem investir em uma análise sobre qual a situação dos estudantes brasileiros após o período fora das salas de aula imposto pela pandemia.

Secretário no Espírito Santo, Angelo argumenta que sem esse mapeamento é impossível definir políticas públicas para combater os problemas causados pela paralisação das aulas.

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"Mesmo se houver alguma ação deles (governo federal) que tangencie esses problemas, só pela sorte essa ação vai responder a esses problemas, porque se não foi feito um diagnóstico não tem como dar uma resposta", diz ele.

Angelo afirma que o diagnóstico tem sido feito pelos municípios e estados, mas sem uma coordenação nacional.

"Estamos em outubro, vai fazer que horas? De um lado fala para voltar às aulas, mas não vai fazer um diagnóstico? Só volta, e volta para fazer o quê?", questiona.

Angelo também questiona a exigências do Ministério da Educação sobre o Saeb, avaliação federal da educação básica, e o prazo para divulgação do resultado. O MEC chegou a avaliar a suspensão da prova, realizada em todo ano ímpar.

Segundo Angelo, embora esteja mantida, a prova é feita no final do ano, mas o resultado sai apenas no segundo semestre do ano posterior.

Além disso, diz ele, há uma exigência de que apenas escolas em que 80% dos alunos realizarem as provas poderão ter os resultados divulgados.

"Nesse período de pandemia vai exigir 80%, a gente não tem 80 % de presença hoje. O que vai significar que vamos receber um resultado tarde, se for mantida a data de divulgação, e não será por escola", afirma.

Correio Braziliense

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