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Petrolina alcança 41º graus e registra o dia mais quente em Pernambuco no ano

24 de Sep / 2021 às 15h00 | Variadas

O Estado de Pernambuco teve, na quarta-feira (22), dia do equinócio de primavera, estação do ano mais quente e seca do ano, a temperatura mais alta já registrada no ano de 2021, e foi na cidade de Petrolina, no Sertão. Segundo as medições das estações da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), os termômetros alcançaram a marca de 41,0ºC. As informações são da Folha de Pernambuco.

De acordo com o meteorologista da Apac Fabiano Prestrelo, essa alta temperatura pode ser explicada pela atuação de uma massa de ar quente sobre o Sertão do Estado - o sistema formado por essa massa e uma outra massa de ar fria, inclusive, causa, no Litoral, a ocorrência de ressacas e agitação marítima, segundo a Marinha, com ondas de até 3,5 metros de altura.

"A gente observou, ontem, temperaturas mais elevadas do que o comum dessa época. Não estamos no verão ainda e foi por conta dessa massa de ar quente. Hoje [quinta-feira, 23], o dia já foi mais nublado e, por causa da nebulosidade, as temperaturas foram mais baixas e a umidade subiu um pouco”, explicou o meteorologista. “Durante o verão, é comum termos temperaturas superiores a 40ºC no Sertão. Na primavera, a gente tem observado que o normal é entre 36ºC e 37ºC. Num dia quente, seria 38ºC. Só esperaria esse calor acima de 40ºC na próxima estação [o verão]”, acrescentou Fabiano.

E não foi só o calor que foi registrado pela Apac nessa abertura de primavera, mas também o tempo muito seco. Em Petrolina, a umidade chegou a críticos 13%. “Outra característica da massa de ar quente é ter a umidade muito baixa. Existe um documento da OMS que diz que umidade abaixo de 20% pode causar danos à saúde humana”, continuou o meteorologista, acrescentando que, como a umidade subiu nesta quinta-feira, não houve necessidade de emissão de alerta da Apac.

Durante a primavera, o sul do País costuma registrar frentes frias. No Centro-Oeste, há a ação de um fenômeno chamado Alta da Bolívia, um anticiclone responsável por transferir essa massa de ar quente e seco para o Sertão de Pernambuco, com a queda da umidade e a elevação das temperaturas. 

*com informações da Folha PE

Da Redação RedeGN / foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

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