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Legado olímpico: tecnologia que promete revolucionar o dia a dia desenvolvida para os jogos envolve robô e reconhecimento facial

30 de Aug / 2021 às 23h00 | Espaço do Leitor

 

Além de histórias de superação, medalhas e momentos de grandes emoções, as Olimpíadas de Tóquio mostraram que é possível superar os desafios que vivemos com a pandemia da Covid-19. E que a tecnologia e a inovação são aliadas importantes nessas conquistas.

O Japão já é, há tempos, reconhecido como uma das nações mais inovadoras do mundo e mostrou que ainda tem muito mais a oferecer durante as semanas das competições.

Robôs, inteligência artificial e reconhecimento facial foram algumas das disrupções que surpreenderam o planeta. Algumas dessas tecnologias já estão presentes em nosso dia a dia e devem ser aperfeiçoadas e cada vez mais frequentes. Outras devem entrar em nossas vidas já nos próximos anos. Outros são sonhos para mais a frente, como veículos autônomos. Em qualquer um desses cenários, no entanto, a lição é de que o futuro nunca esteve tão próximo.

E esse futuro está cada vez mais próximo de um cenário "pós-covid". O mundo terá mudado, mas com muitas lições aprendidas, desde o dia a dia, adaptando a rotina para o home office, por exemplo, mas também criando protocolos de segurança e tecnologias que evitam o contato social e o toque. 

Veja algumas inovações utilizadas nos Jogos Olímpicos de Tóquio:

Veículos autônomos - Cerca de 100 deles foram usados para percorrer rotas diversas, como do aeroporto à vila olímpica e ao redor de diferentes instalações olímpicas em Tóquio. De acordo com os relatórios, o governo planejou ter cerca de 100 veículos autônomos em serviço durante este período específico. Esse sistema será a base para a rede de transporte público, que deve ser copiado em grandes capitais do mundo.

Reconhecimento facial - A tecnologia de reconhecimento facial já é usada em diversas estruturas, desde celulares até bancos. Nos jogos, ela foi usada na triagem de segurança de atletas, membros da equipe e outros indivíduos. Embora originalmente planejado para fins de segurança, após o surto mundial de covid-19, esse processo de triagem de segurança sem toque se torna ainda mais útil na prevenção do coronavírus.

Robôs - Os atletas ficaram impressionados e encheram as redes sociais com os robôs presentes nos jogos. Eles atenderam os visitantes, transportaram bagagem e forneceram informações sobre o evento, etc. Alguns deles serão reaproveitados em serviços como hotéis, por exemplo, ou turísticos, com informações sobre pontos de visitação, horários e preços.

Fim das barreiras de comunicação - A capital japonesa não pode receber turistas e visitantes por conta da Covid, como se sabe. Antes, no entanto, os organizadores desenvolveram aplicativos de tradução simultânea para evitar qualquer tipo de barreira linguística. A inovação não pode ser colocada em prática agora, mas será um importante legado para o turismo mundial e a população em geral.

Vestimenta - Algumas marcas também investiram no desenvolvimento de tecnologias que devem chegar em breve nas lojas para os usuários, mas estrearam nos jogos. A Ralph Lauren introduziu uma tecnologia que detecta a temperatura corporal e dispersa o calor da pele do usuário por meio de um dispositivo. A tecnologia é a mesma usada para resfriar computadores superpotentes.

Natasha de Caiado Castro é fundadora e CEO da Wish International, especialista em inteligência de mercado, Content Wizard e Investor. É também Board Member da United Nations e do Woman Silicon Valley Chapter.

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