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Filme DUPLO ESTIGMA apresenta dois maiores atores da região com um tema polêmico

27 de Feb / 2021 às 17h00 | Variadas

O artista e produtor cultural Mikael Andrade Matos inscreveu um projeto no Edital Usinas Culturais setor de áudio visual na Lei Aldir Blanc coordenada pela Secretaria de Cultura Turismo e Esportes de Juazeiro em 2020 que foi aprovado. Mikael solicitou ao artista e dramaturgo Hertz Felix um roteiro onde fosse abordado  o problema LGBTQIA+ vivido por homossexuais da terceira idade.

Roteiro intitulado “DUPLO ESTIGMA”  de Hertz Félix tem a Direção do Proponente do Projeto: Mikael Andrade Matos que convidou os dois maiores atores da região Hertz Félix e Edvaldo Franciolli para interpretarem os personagens consecutivamente Clóvis e Daniel.

O filme documentário  tem também as interferências dos artistas juazeirenses Geraldo Pontes e Hugo Anarvato dois ícones do mundo LGBTQIA+ com depoimentos verdadeiros.

O filme foi editado por Mauricio Silva e contou com a colaboração primorosa de Nilton Miranda (Palhaço Morróia), atriz Lidiane Braga, Ator Liniker Pereira e do jovem produtor cultural David Augusto Braga.

Partindo de pesquisas de que os estudos têm mostrado que o idoso com orientação homossexual tende a ser alvo de duplo estigma, o de ser idoso e o de ser homossexual, principalmente aqueles que viveram o drama da explosão da AIDS no Brasil, na época denominada como “peste gay”, período em que muitos homossexuais tiveram suas vidas ceifadas pelo vírus e pela violência física praticada por homofóbicos, agora em razão da pandemia do Coronavírus, voltam ao estigma do isolamento por ser idoso e fazer parte do grupo de risco.

“O filme apresenta em sua narrativa estes dois estigmas, através dos personagens CLÓVIS e Daniel, e depoimentos dos entrevistados GERALDO PONTES e HUGO ANARVATO que se queixam e questionam situações por eles vividas nestas duas etapas cruciais, visto que envelhecer, para a população homossexual, pode ser mais pesado devido a um duplo estigma: além dos muitos enfrentamentos que homens e mulheres têm no espaço social, eles ainda sofrem com a rejeição dentro do grupo. Ou seja, gays e lésbicas idosos, frequentemente, são desprezados ou ignorados por seus pares mais jovens” ressalta o autor do roteiro Hertz félix.

Há um contingente de homossexuais brasileiros que, ao longo da vida, são discriminados gays . Ao passarem dos sessenta anos, uma nova violência é acrescida a esse cotidiano brutal: passam a sofrer preconceito por terem chegado à maturidade. Ao contrário de uma conquista, ser idoso se torna instrumento de uma dupla discriminação. Longe de ser uma mazela exclusiva do Brasil, o ageísmo – somado ao capacitismo, sexismo e racismo – é um fenômeno social pouco discutido no mundo.
“A população LGBTQIA+ – que já soma mais de 3,1 milhões de brasileiros com mais de 60 anos – vivencia a volta para o armário. Sim, eles têm que esconder que são gays! Depois de lutarem arduamente por direitos e serem aceitos na sociedade, ao envelhecer, esses indivíduos precisam se calar, pois há residenciais que não os aceitam, famílias que os abandonam e serviços públicos que não os entendem” declara o ator Edvaldo Franciolli.

“O silêncio sobre a própria identidade é uma condição para serem aceitos e terem uma velhice minimamente digna! É alarmante ver que o preconceito etário só aumenta. A pandemia da Covid-19 evidenciou a violência etária, já que colocou um holofote sobre os idosos – que passaram a ser considerados como um grupo de risco do coronavírus.

Os discursos "velhofóbicos" têm se generalizado nas manchetes dos jornais, nos memes do WhatsApp e discursos de famosos. O surto de ageísmo durante a pandemia acentua a divisão entre jovens e velhos à medida que os com menos idade colocam a culpa nos maduros pela oneração dos planos de saúde e pela falta de recursos para o atendimento e tratamento aos mais novos. A tensão gerada pelo preconceito, que já existia antes da pandemia, tem um impacto extremamente negativo na saúde mental dos maduros. Dados compilados na Pesquisa dos Valores Mundiais – realizada pela Organização Mundial de Saúde, em 2018, com 83 mil pessoas em 57 países – apontam que 6 em cada 10 pessoas têm opiniões negativas em relação à velhice. Ou seja, os mais velhos são frequentemente considerados menos competentes e capazes que os mais jovens; há uma clara associação dos longevos a um fardo para a sociedade e para as famílias. Poucos são os indivíduos que valorizam os idosos por sua sabedoria e experiência” desabafa o ator Hertz Félix.

O ator, jornalista, turismólogo, arte-educador e Administrador cultural Edvaldo Franciolli relata que; “Como sociedade, e diante do telhado branco do mundo, temos que discutir, claramente, o preconceito duplo e absurdo; devemos escrever e pesquisar sobre os estigmas e tabus associados ao envelhecimento. O ageísmo compreende, também, o pânico de envelhecer – algo que está extremamente arraigado na cultura brasileira e que faz com que os próprios maduros sejam preconceituosos em relação à velhice”.

Hertz Félix que é ator, diretor roteirista de vários filmes e de novelas radiofônicas Destaca que: “Quando o etarismo é internalizado e normatizado pelos próprios maduros, esses passam a aceitar como natural serem tratados de forma desrespeitosa, paternalista, compassiva ou falsamente positiva. Eles aceitam o tratamento recebido pelas leis, instituições sociais, pelos serviços públicos e privados, meios simbólicos e pelas redes sociais. Está na hora de darmos um basta e construirmos, juntos, uma nova narrativa para o envelhecer. Afinal, se tudo der certo, todos chegaremos à maturidade”!

Para o diretor de teatro Marcos Velasch “O filme foi um acerto narrativo. Pouco se explora o cotidiano de homossexuais idosos nos filmes, novelas, peças de teatro. Duplo Estigma trouxe muitas verdades para nós refletirmos. São dois homens para quem a solidão era o caminho esperado, mas eles dão um golpe no destino programado e se reinventam e renascem para uma nova oportunidade. De uma poesia estimulante Duplo Estigma. interpretações conscientes, francas, reais. Vale a pena compartilhar e tomar como estimulante pra vida. Desafiam o tempo, os preconceitos, os conflitos pessoais e se dão a oportunidade de viver integralmente cada momento”.

O artista e professor de arte educação Durjandy Borges destaca que é “Trabalho sensível... Um poema! Roteiro ímpar, interpretações maravilhosas de Hertz Félix e Edvaldo Franciolli. Dois grandes mestres na arte de interpretar num momento único e importante. Uma reflexão sobre a velhice. Parabéns Hugo Anarvato e Geraldo Pontes pelos depoimentos”.
As pessoas já podem ver o filme Duplo Estigma na plataforma do Youtube na página de Hertz Felix e fazer os comentários que quiserem fazer. 
Novos Projetos

O artista Hertz Félix que também é o proprietário da empresa HF Produções Artísticas e Formação Cultural declarou à nossa reportagem que tem muitos outros projetos culturais para este ano de 2021, claro que todos serão apresentados virtualmente como a novela de rádio Caminhos cruzados que será levada ao ar através da Rádio Web Nas Ondas do Saber no próximo dia 29 de março nos horários das 13:30 minutos e o reprise às 22 horas que tem como protagonista o autor e ator Hertz Felix e a atriz Barbara pontes com a participação de vários atores e atrizes regionais. A História de Caminhos Cruzados é uma verdadeira cruzada de problemas enfrentados por uma mulher que passou sua vida sendo injustiçada a começar pela própria família.

Ainda este ano dois longas metragens serão produzidas pela HF Produções, o filme Lama e o filme Romeu e Julieta no Sertão da Baioneta. O diretor Executivo de produção da HF Produções Edvaldo Franciolli estará viajando a partir do mês de abril buscando locações em algumas cidades baianas e pernambucanas para que esses dois longas metragens sejam rodadas com o apoio de grandes parceiros empresários da nossa região e de empresas da Bahia e Pernambuco além de organizações governamentais e estatais. 

Ascom Edvaldo Franciolli

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