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Cantor Christian Marques tem show foi cancelado e desabafa: "Culpados são os políticos e as últimas eleições em que tudo podia"

04 de Dec / 2020 às 16h00 | Coronavírus

O cantor Christian Marques, informou através de sua rede social que o show "Botiquin" que faria na noite de hoje (4) em Juazeiro foi cancelado. Ele noticiou que o cancelamento foi decretado pelo Governo do Estado. "Um decreto do Governo da Bahia voltou a proibir shows". O artista desabafou que "os políticos e as últims eleições 2020 de serem culpados pelo aumento dos casos de Coronavírus".

"Nós músicos estamos sem poder trabalhar novamente. Na política tudo podia. O aumento do número de Coronavírus é culpa dos políticos que fazem a população de brinquedo. Na política parecia festa de carnaval.Havia aglomerações, festas. Agora os pais de família sem trabalhar. Voces, políticos são uns palhaços".

O governo da Bahia anunciou que fica proibido a realização de shows e festas em toda a Bahia. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (4), faz parte do decreto nº 19.586.

Conforme a publicação, ficam proibidos os "shows, festas, públicas ou privadas, e afins, independentemente do número de participantes". O decreto tem validade até 17 de dezembro, com indicativo de renovação. 

Na quarta feira (4), a reportagem da REDEGN postou a avaliação de que campanha eleitoral no Brasil pode ser apontada como vilã na alta de contaminações por coronavírus.

A opinião é do médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto. Segundo ele, o movimento de políticos nas ruas pedindo votos, aliado aos planos de relaxamento da quarentena definidos pelos governos, contribuíram para que os hospitais em todo o Brasil voltassem a registrar aumento de internações.

"A forma como foram conduzidas as campanhas eleitorais e toda permissividade, isso sim eu acho complicado", destacou ele, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), professor da Universidade de São Paulo (USP) e colunista do Estadão.

*A campanha eleitoral pode ser apontada como vilã na alta de contaminações? Acho que sim, porque houve aglomeração, o é mortal. Quando se junta muita gente, facilita o trabalho do vírus e dificulta a dispersão de aerossóis. As gotículas que saem das nossas bocas se disseminam, são emitidas para outras pessoas. Como uma parte da campanha é feita no corpo a corpo, com certeza influenciou no aumento. Mas não é só isso. Houve também um relaxamento, com abertura de estabelecimentos que não deveriam abrir.

*Seria melhor termos cancelado as eleições deste ano? O comportamento das pessoas no exercício da eleição (dia da votação) não teve grande problema. Os cuidados tomados foram bastante adequados. Mas a forma como foram conduzidas as campanhas eleitorais e toda a permissividade, acho complicadas.

*Os governos relaxaram demais a quarentena? Bares e restaurantes com poucas janelas e pouca ventilação não poderiam ter sido abertos. O ar-condicionado não adianta. Não há solução mágica para o vírus. O que existe é o que sabemos: a gente emite aerossóis, eles são respirados, encontram nossos olhos diretamente ou se depositam em cima de superfícies em que podemos colocar as mãos e depois levar aos olhos e boca. É dessa forma que a gente se infecta.

*Em 2021 nós enfrentaremos os mesmos problemas? Goste ou não goste, a maior parte do ano que vem será exatamente assim. Se a gente der moleza, o número de casos e de mortes vai continuar aumentando. Enquanto não conseguir ter acesso à vacina e vacinar um monte de gente, nós vamos ter problemas. Isso precisa ficar claro na cabeça das pessoas.

Confira o vídeo:

Redação redeGN Foto Facebook

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