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EUA usa estratégia de guerra para reter respiradores comprados pela Bahia, avalia pesquisador do Senai

03 de Apr / 2020 às 10h33 | Coronavírus

Em entrevista à Rádio Metrópole de Salvador, nesta manhã (3) o médico infectologista e pesquisador-chefe do Instituto de Tecnologia em Saúde do Senai-Cimatec, Roberto Badaró, que vê a adoção de uma estratégia de guerra, por parte dos EUA, ao reter respiradores comprados pela Bahia para o Consórcio Nordeste.

Após retenção dos equipamentos chineses em Miami e a suspeita a suspeita de que os Estados Unidos pagaram mais para ficar com os produtos, de acordo com matéria publicada pela Folha, a preocupação com uma possível falta de equipamentos para o combate à pandemia aumentou:

“Estamos preocupados com isso. Eu tenho conversado diariamente com Bruno Dauster, que é da Casa Civil, ele está em confinamento em casa, porque é do grupo de risco e pode trabalhar home office. Ele disse que faz o pedido e paga e os caras não entregam. Isso é problema. O americano, com o temperamento de querer controlar o resto do mundo, faz isso mesmo. A gente comprou e parou em Miami. Então está fazendo uma estratégia de guerra. ‘Entrou no meu país, eu fico’. Então a gente tem que buscar estratégias de fazer o hub em outro local, não lá. Porque essa é uma guerra. Eles estão precisando e nós também. Essa é a dificuldade que vejo nesse tipo de situação”, avaliou na entrevista à Rádio Metrópole.
 

Da redação redeGN / com informações do Metro 1/ Foto divulgação

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