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Artigo – Das Pragas da antiguidade às tragédias atuais

02 de Feb / 2020 às 23h00 | Espaço do Leitor

São tantas as tragédias registradas nos últimos tempos, marcadas por um rastro de destruição de áreas florestais e urbanas das cidades, o que tem provocado intensa dor, tristeza e morte a milhares de pessoas que, de repente, muitas perguntas e indagações são produzidas na busca de uma explicação para uma nova realidade que está sendo escrita. É vasto o universo de questionamentos quanto às suas causas, que tanto podem estar vinculadas a atitudes e intervenções inconsequentes do próprio ser humano, como a uma fúria da natureza que foge à capacidade de entendimento das pessoas comuns! Naturalmente que espiritualistas devem estar direcionando seus estudos e reflexões para encontrar explicações comparativas em episódios análogos dos tempos bíblicos, em que pragas e outros tipos de destruição atingiam os povos como uma forma de punição ou mesmo como uma condenação Divina pela desobediência dos povos de então.

Alguns lembrarão que após o Dilúvio que destruiu quase totalidade dos seres viventes nos primórdios dos tempos bíblicos, Deus firmou com Noé um novo pacto: “Estabeleço a minha aliança convosco: não será mais destruída toda carne por águas do dilúvio, nem mais haverá dilúvio para destruir a terra. [...] Porei nas nuvens o meu arco; será por sinal da aliança entre mim e a terra”. (Gênesis 9:11 e 13). Ainda que os céticos insistam em não aceitar esse fato bíblico, o Arco-Íris nas nuvens durante cada tempestade parece repassar a convicção de ser uma forma de autenticar a assinatura Divina e lembrar ao homem que a Aliança permanece indelével. Ou seja, que a Palavra do Criador está sendo cumprida. E quanto mais dúvidas tiverem, mais Ele vai provar que a Natureza merece respeito!

Contando um pouco da história aos mais jovens e ativando a memória dos meus contemporâneos, lembro aqui algumas tragédias naturais passadas e recentes que podem conduzir a uma breve análise quanto aos motivos de tão elevado número de catástrofes históricas:

1-  Peste Negra na Europa e Ásia entre 1347/1351, bactéria que dizimou 50 milhões de pessoas;

2-  Terremoto de Shaanxi, na China, em 1556, com 830 mil mortos ou cerca de 60% da população;

3-  Terremoto em Portugal, em 1755, que quase destruiu a capital Lisboa e que se estima entre 10.000 e 90.000 mortos;

4-  Erupção do Vulcão Tambora, na Indonésia, em 1815, classificada como a pior erupção vulcânica do mundo, com 200 mil mortos;

5-  Epidemia do vírus Influenza, em 1918/1919, chamada de Gripe Espanhola e que matou 40 milhões de pessoas;

6-  Tsunami no Oceano Índico, na Indonésia, em 2004, que atingiu 14 países e matou 230 mil pessoas;

7-  Furacão Katrina, que atingiu os Estados de Louisiana, Mississipi e Flórida (EUA), matou 1.836 pessoas, mas 1,5 milhões de pessoas foram

   violentamente afetadas;

8-  Coronavírus, na China, 2020, praga da atualidade!

Esses oito registros podem ser insignificantes diante do volume global de tantas calamidades históricas, contudo, servem para ilustrar os flagelos que fogem ao controle do homem, em paralelo àqueles desastres ambientais que foram causados com a sua participação direta ou indireta, como os incêndios da Amazônia e da Austrália, rompimento de barragens, acidentes em usinas nucleares, vazamento de óleo no mar, etc. 

Bem, não tenho essa pretensão de convencer ninguém e nem estou aqui para assumir postura profética e, assim, o entendimento e a interpretação dos fatos trágicos do dia a dia é um direito livre e muito pessoal. Mas, é conveniente e impositivo não fechar os olhos à possível reação enfurecida e incontrolável de uma natureza que se rebela contra a prepotência e a incredulidade do homem, que a cada dia que passa só piora como ser humano, e os exemplos estão aí nas mais variadas páginas de todos os jornais.

Autor: Adm. Agenor Santos, Pós-Graduação Lato Sensu em Controle, Monitoramento e Avaliação no Setor Público - Aposentado do BB - de Salvador-BA.

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