RedeGN - Com 10 novos nomes, CPI pede indiciamento de 80; veja quem é quem e seus possíveis crimes

Com 10 novos nomes, CPI pede indiciamento de 80; veja quem é quem e seus possíveis crimes

Na versão atualizada do parecer final, o relator da CPI da Pandemia, Renan Calheiros (MDB-AL), ampliou a lista de sugestões de indiciamentos. O número subiu de 68 para 78 pessoas e empresas. 

A CPI da Covid deve terminar nesta terça-feira (26) no Senado. No relatório final a ser votado pela comissão, o relator Renan Calheiros (MDB-AL) decidiu propor o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro, de ministros de seu governo e de três filhos do presidente, dentre outros apoiadores.

Entre os crimes considerados estão crime de epidemia, infração de medida sanitária, charlatanismo e crimes de responsabilidade.
Além disso, ao longo da CPI instalada em abril, a comissão determinou que também passassem a ser investigadas uma série de pessoas ligadas ao governo, empresas farmacêuticas, intermediários e lobistas. O relatório sugere o indiciamento de 78 pessoas e mais duas empresas.

Em entrevista à TV Senado, o senador Humberto Costa (PT-PE) falou sobre a inclusão de novos indiciamentos e encaminhamentos, especialmente acerca da condução da pandemia no Amazonas. "Espero que isso seja suficiente para o senador Eduardo Braga (MDB-AM) votar conosco", avaliou.

Humberto também afirmou que a CPI deverá acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para que o presidente Jair Bolsonaro explique a fala em que associa as vacinas contra covid-19 à Aids. A comissão, disse o senador, vai pedir ainda o banimento definitivo de Bolsonaro das redes sociais que operam no Brasil.

O senador Otto Alencar (PSD-BA) informou aos jornalistas que, na reunião realizada na noite de ontem, membros da CPI chegaram à conclusão de que  o governador do Amazonas, Wilson Lima, e o ex-secretário de Saúde do estado Marcellus  Campêlo devem ser indiciados no relatório final da comissão. Para ele, a fala de Bolsonaro que relacionou vacina contra covid à Aids, em live na última semana, também deve ser enquadrada como crime.

Confira abaixo a relação de nomes dos pedidos de indiciamento no relatório final da CPI da Covid:

Presidente, ministros e ex-ministros

1) Jair Bolsonaro
Ao longo da pandemia, o presidente deu diversas declarações negacionistas sobre o vírus e se posicionou contra medidas de proteção como o uso da máscara e o isolamento social. Bolsonaro também fez campanha pelo uso de medicamentos sem comprovação científica.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte; charlatanismo; incitação ao crime; falsificação de documento particular; emprego irregular de verbas públicas

2) Marcelo Queiroga
Ministro da Saúde desde 23 de março, é questionado sobre possíveis interferências do presidente Bolsonaro no direcionamento do combate à pandemia, como orientações referentes ao uso da hidroxicloroquina e ao uso de máscaras. A atuação de sua pasta na crise sanitária também é questionada, especialmente no que se refere a aquisições de vacinas.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia culposa com resultado morte e prevaricação

3) Eduardo Pazuello
Ex-ministro da Saúde, o general do Exército comandou a pasta durante o pior momento da pandemia. Sua gestão ignorou ofertas de venda de vacinas da Pfizer. Contra ele também pesa a acusação de omissão do governo federal no enfrentamento ao colapso do sistema de saúde no Amazonas.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: emprego irregular de verbas públicas; prevaricação; comunicação falsa de crime e crimes contra a humanidade

4) Ernesto Araújo
Ministro das Relações Exteriores do Brasil de janeiro de 2019 a março de 2021. Sua postura agressiva contra a China é tida como um dos entraves para obtenção de vacinas e insumos necessários ao combate do novo coronavírus. O ex-chanceler também é questionado por supostamente priorizar a importação da hidroxicloroquina, que não tem efeitos comprovados contra a doença, em vez de investir em esforços na aquisição de vacinas.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia culposa com resultado morte e incitação ao crime

5) Onyx Lorenzoni
Ministro do Trabalho e Previdência, está na mira da CPI por sua defesa do tratamento precoce. Sua atuação durante o combate à pandemia também é questionada, já que as ações do governo são consideradas insuficientes e negligentes, o que teria contribuído para o elevado número de mortes.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime e crimes contra a humanidade

6) Walter Braga Netto
Ministro da Defesa e ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte

7) Wagner de Campos Rosário
Ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), suspostamente prevaricou em relação a irregularidades envolvendo a Precisa Medicamentos e a atuação do lobista Marconny Albernaz de Faria.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: prevaricação

Senadores e deputados

8) Flávio Bolsonaro
Senador da República (Patriota-RJ) e filho mais velho do presidente Bolsonaro. Ao longo da pandemia também deu apoio a declarações negacionistas.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

9) Eduardo Bolsonaro
Deputado federal pelo PSL-SP e terceiro filho do presidente Bolsonaro. Ao longo da pandemia também deu apoio a declarações negacionistas e se posicionou contra medidas de proteção como o uso da máscara e o isolamento social.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

10) Bia Kicis
Deputada federal pelo PSL-DF, é uma das principais apoiadoras do presidente no Congresso e presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). É investigada no chamado inquérito das fakes news.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

11) Carla Zambelli
Deputada federal pelo PSL-SP e apoiadora de Bolsonaro, preside a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

12) Ricardo Barros
Líder do governo na Câmara, o deputado federal pelo PP do Paraná supostamente atuou em favor de empresas que tentavam vender vacinas para o governo federal.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime, advocacia administrativa, formação de organização criminosa e improbidade administrativa

13) Osmar Terra
Deputado federal (MDB-RS) e aliado próximo de Bolsonaro, é apontado como integrante e padrinho do suposto "gabinete paralelo". Ao longo da pandemia, foi um dos mais notórios críticos do isolamento social
Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte e incitação ao crime

14) Carlos Jordy
Deputado Federal pelo PSL-RJ, o bolsonarista já foi vereador na cidade fluminense de Niterói.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

Outros políticos

15) Carlos Bolsonaro
Vereador da cidade do Rio de Janeiro ( Republicanos-RJ) e segundo filho do presidente. Ao longo da pandemia também deu apoio a declarações negacionistas e se posicionou contra medidas de proteção como o uso da máscara e o isolamento social.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

16) Roberto Jefferson
Ex-deputado federal, o presidente do PTB se aproximou de Bolsonaro. É suspeito de disseminar fake news e está preso por ameças ao Supremo.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

17) Fábio Wajngarten
Ex-secretário de Comunicação da Presidência, é questionado pela ausência de campanhas? ?informativas de combate à pandemia. Também está sob suspeita sua participação nas negociações para a aquisição de vacinas da Pfizer.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: prevaricação e advocacia administrativa

18) Mayra Pinheiro
Secretária da Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde. Conhecida como "capitã cloroquina", ela se notabilizou como defensora do tratamento precoce.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte, prevaricação e crime contra a humanidade

19) Roberto Ferreira Dias
Ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, foi exonerado do cargo logo após denúncia de pedido de propina revelado pela Folha.
Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Sua nomeação ocorreu em 8 de janeiro de 2019, na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM).
Sugestão de indiciamento sob acusação de: corrupção passiva; formação de organização criminosa e improbidade administrativa

20) Roberto Goidanich
Ex-presidente da Funag (Fundação Alexandre de Gusmão), braço de estudos e debates do Itamaraty. Na gestão de Goidanich, a fundação se transformou num reduto de seguidores do escritor Olavo de Carvalho e blogueiros de direita.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

21) Helio Angotti Neto
Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde
Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime e epidemia com resultado morte

22) Heitor Freire de Abreu
Atualmente no Ministério da Defesa e ex-subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil
Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte

Assessores do governo federal

23) Filipe Martins
Assessor especial para Assuntos Internacionais do presidente da República.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

24) Tércio Arnaud Tomaz
Assessor especial da Presidência da República, é vinculado pelo Facebook a contas falsas para proferir ataques. Foi administrador da página "Bolsonaro Opressor 2.0" nas redes sociais antes da eleição do presidente.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

25) Arthur Weintraub
Ex-assessor da Presidência e irmão do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub. É apontado como o idealizador do "gabinete paralelo", grupo de aconselhamento do presidente fora do Ministério da Saúde.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte

26) Airton Antônio Soligo
Ex-assessor especial do Ministério da Saúde.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: usurpação de função pública

Militares

27) Élcio Franco
Ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, era braço direito de Pazuello durante a gestão da pandemia. Atualmente é assessor especial da Casa Civil.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte e improbidade administrativa

28) Alex Lial Marinho
Tenente-coronel e ex-coordenador de logística do ministério
Sugestão de indiciamento sob acusação de: advocacia administrativa

29) Coronel Marcelo Bento Pires
Teria feito pressão em favor da Covaxin
Sugestão de indiciamento sob acusação de: advocacia administrativa

30) Coronel Hélcio Bruno
Teria intermediado a negociação de vacinas
Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime
Servidores

31) Thiago Fernandes da Costa
Servidor do Ministério da Saúde que atuou na elaboração do contrato da Covaxin e responde em ação de improbidade ao lado de empresa ligada à Precisa Medicamentos
Sugestão de indiciamento sob acusação de: advocacia administrativa

32) Regina Célia de Oliveira
Servidora e fiscal contrato da vacina Covaxin
Sugestão de indiciamento sob acusação de: advocacia administrativa
Governo do Amazonas 33) Wilson Lima (PSC)
Governador do Amazonas, Wilson Lima é apontado no relatório devido a situação de calamidade pública ocorrida no estado no início de 2021 e por não ter agido para evitar o colapso do Lima. O governador não teria agido alertas relativos a possibilidade de escassez de oxigênio, cedeu a pressões para relaxar distanciamento, além de apoiar o Kit Covid

34) Marcellus Campêlo
Ex-secretário de Saúde do Amazonas também é apontado por gestão inadequada da crise sanitária em Manaus
Empresários e diretores de empresas 35) Carlos R. Wizard Martins
O empresário é tido como um dos integrantes do "gabinete paralelo".

Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte e incitação ao crime

36) Luciano Hang
Defensor do tratamento precoce contra a Covid-19, o empresário catarinense também é suspeito de fazer parte do gabinete paralelo que assessorava o governo federal nas decisões referentes ao combate ao coronavírus.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

37) Francisco Emerson Maximiano
Dono da Precisa Medicamentos. A empresa foi intermediária nas negociações da compra da vacina indiana Covaxin pelo governo Bolsonaro.
Também é sócio da Global Gestão em Saúde, que, segundo o Ministério da Saúde, enganou o governo federal em um negócio de R$ 20 milhões feito em 2017 por medicamentos jamais entregues.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: falsidade ideológica; formação de organização criminosa e improbidade administrativa

38) José Ricardo Santana
O empresário é apontado como amigo do ex-diretor do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias e teria participado de um jantar no qual teria ocorrido pedido de propina para que a compra de vacinas avançasse. Integrantes da CPI acreditam que ele seja lobista da Precisa Medicamentos.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: formação de organização criminosa

39) Emanuella Medrades
Diretora técnica da Precisa Medicamentos, teria agido junto ao Ministério da Saúde para alterar a forma de pagamento pelos 20 milhões de doses da Covaxin que estavam previstas, mas não foram entregues.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: falsidade ideológica; formação de organização criminosa e improbidade administrativa

40) Marcos Tolentino da Silva
CPI acredita que o empresário é sócio oculto da FIB Bank Garantias, companhia usada pela Precisa Medicamentos para oferecer uma carta de fiança à Saúde em negociação para a compra da Covaxin.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: formação de organização criminosa e improbidade administrativa

41) Otavio Fakhoury
Empresário bolsonarista, teria financiado a disseminação de fake news, segundo a CPI. É um dos fundadores da Aliança pelo Brasil, partido que o presidente Bolsonaro buscou criar após deixar o PSL.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

42) Eduardo Parrillo
Dono da Prevent Senior. Dossiê assinado por 15 médicos e entregue à CPI afirma que a Prevent usou seus hospitais como um laboratório para estudos com hidroxicloroquina para o tratamento da Covid, sem consultar pacientes e familiares sobre a administração desses medicamentos.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença, falsidade
ideológica e crime contra a humanidade

43) Fernando Parrillo
Dono da Prevent Senior. Dossiê assinado por 15 médicos e entregue à CPI afirma que a Prevent usou seus hospitais como um laboratório para estudos com hidroxicloroquina para o tratamento da Covid, sem consultar pacientes e familiares sobre a administração desses medicamentos.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença, falsidade ideológica e crime contra a humanidade

44) Raimundo Nonato Brasil
Sócio da empresa VTCLog. Há suspeitas, segundo a CPI, de irregularidades em série nos contratos da companhia com o Ministério da Saúde, que passam por negócios sem licitação, reajustes com indícios de sobrepreço e a grande quantidade de transações com recursos em espécie.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: corrupção ativa e improbidade administrativa

45) Pedro B. Batista Júnior
Diretor-executivo da Prevent Senior. Dossiê assinado por 15 médicos e entregue à CPI afirma que a Prevent usou seus hospitais como um laboratório para estudos com hidroxicloroquina para o tratamento da Covid, sem consultar pacientes e familiares sobre a administração desses medicamentos.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença, falsidade ideológica e crime contra a humanidade

46) Danilo Berndt Trento
Diretor institucional da Precisa Medicamentos e sócio da Primarcial Holding e Participações Ltda. Faria parte, segundo a CPI, de um esquema envolvendo um grande emaranhado de empresas e agentes da Saúde, para fraudar contratos da pasta.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: formação de organização criminosa e improbidade administrativa

47) Andreia da Silva Lima
Diretora-executiva da empresa VTCLog. Há suspeitas, segundo a CPI, de irregularidades em série nos contratos da companhia com o Ministério da Saúde, que passam por negócios sem licitação, reajustes com indícios de sobrepreço e a grande quantidade de transações com recursos em espécie.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: corrupção ativa e improbidade administrativa

48) Carlos Alberto Sá
Sócio da empresa VTCLog. Há suspeitas, segundo a CPI, de irregularidades em série nos contratos da companhia com o Ministério da Saúde, que passam por negócios sem licitação, reajustes com indícios de sobrepreço e a grande quantidade de transações com recursos em espécie.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: corrupção ativa e improbidade administrativa

49) Teresa Cristina de Sá
Sócia da empresa VTCLog

Sugestão de indiciamento sob acusação de: improbidade administrativa

50) José Alves
Empresário e dono da Vitamedic
Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte

Médicos

51) Luciano Dias Azevedo
Anestesista, é considerado um dos médicos mais influentes entre defensores do tratamento precoce. Teria partido dele a elaboração de uma minuta de decreto para alterar a bula da hidroxicloroquina, ampliando o uso do medicamento para a Covid-19.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte

52) Nise Hitomi Yamaguchi
Oncologista, é defensora do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina no tratamento contra a Covid-19. Também se aproximou do governo e é tida como integrante do "gabinete paralelo".

Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte

53) Paolo Zanoto
Virologista e professor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, alinhou-se aos defensores do chamado tratamento precoce contra a Covid. Também se aproximou do governo e é tido como um membro do "gabinete paralelo".
Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte

54) Flávio Adsuara Cadegiani
Médico que fez estudo com proxalutamida -droga testada no combate ao câncer e que pode ter levado pacientes da Covid-19 à morte.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: crime contra a humanidade

55) Daniella de Aguiar Moreira da Silva
Médica da Prevent Senior. Dossiê assinado por 15 médicos e entregue à CPI afirma que a Prevent usou seus hospitais como um laboratório para estudos com hidroxicloroquina para o tratamento da Covid, sem consultar pacientes e familiares sobre a administração desses medicamentos.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: crime de omissão e crime consumado

56) Paola Werneck
Médica da Prevent Senior. Dossiê assinado por 15 médicos e entregue à CPI afirma que a Prevent usou seus hospitais como um laboratório para estudos com hidroxicloroquina para o tratamento da Covid, sem consultar pacientes e familiares sobre a administração desses medicamentos.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: perigo para a vida ou saúde de outrem

57) Daniel Arrido Baena
Médico da Prevent Senior. Dossiê assinado por 15 médicos e entregue à CPI afirma que a Prevent usou seus hospitais como um laboratório para estudos com hidroxicloroquina para o tratamento da Covid, sem consultar pacientes e familiares sobre a administração desses medicamentos.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: falsidade ideológica

58) João Paulo Barros
Médico da Prevent Senior. Dossiê assinado por 15 médicos e entregue à CPI afirma que a Prevent usou seus hospitais como um laboratório para estudos com hidroxicloroquina para o tratamento da Covid, sem consultar pacientes e familiares sobre a administração desses medicamentos.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: falsidade ideológica

59) Farnanda de Oliveira Igarashi
Médica da Prevent Senior. Dossiê assinado por 15 médicos e entregue à CPI afirma que a Prevent usou seus hospitais como um laboratório para estudos com hidroxicloroquina para o tratamento da Covid, sem consultar pacientes e familiares sobre a administração desses medicamentos.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: falsidade ideológica

60) Carla Guerra
Médica da Prevent Senior. Dossiê assinado por 15 médicos e entregue à CPI afirma que a Prevent usou seus hospitais como um laboratório para estudos com hidroxicloroquina para o tratamento da Covid, sem consultar pacientes e familiares sobre a administração desses medicamentos.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade

61) Rodrigo Esper
Médico da Prevent Senior. Dossiê assinado por 15 médicos e entregue à CPI afirma que a Prevent usou seus hospitais como um laboratório para estudos com hidroxicloroquina para o tratamento da Covid, sem consultar pacientes e familiares sobre a administração desses medicamentos.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade

62) Fernanda Oikawa
Médico da Prevent Senior. Dossiê assinado por 15 médicos e entregue à CPI afirma que a Prevent usou seus hospitais como um laboratório para estudos com hidroxicloroquina para o tratamento da Covid, sem consultar pacientes e familiares sobre a administração desses medicamentos.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade

63) Mauro Luiz de Brito Ribeiro
Presidente do Conselho Federal de Medicina, teria dado suporte à prescrição de remédios ineficazes. Também teria sido omisso diante de supostos crimes denunciados ao órgão, segundo a CPI.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte

64) Antonio Jordão
Presidente da Associação Médicos pela Vida
Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte
Intermediários e lobistas

65) Túlio Silveira
Representante da Precisa Medicamentos, o advogado é acusado pela CPI de ter participação na negociação da vacina Covaxin.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: falsidade ideológica e improbidade administrativa

66) Rafael Francisco Carmo Alves
Intermediador nas tratativas da Davati. A empresa está envolvida em negociações de milhões de doses da vacina da AstraZeneca, sem aval da fabricante, com a cúpula do Ministério da Saúde e a intermediação de militares e de uma ONG evangélica.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: corrupção ativa

67) José Odilon Torres da Silveira Júnior
Intermediador nas tratativas da Davati Medical Supply, empresa envolvida em negociações de milhões de doses da vacina da AstraZeneca, sem aval da fabricante, com a intermediação de militares e de uma ONG evangélica.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: corrupção ativa

68) Cristiano Carvalho
Representante da Davati Medical Supply, empresa envolvida em negociações de milhões de doses da vacina da AstraZeneca, sem aval da fabricante, com a intermediação de militares e de uma ONG evangélica.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: corrupção ativa

69) Marcelo Blanco da Costa
Ex-assessor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, também seria intermediador nas tratativas da Davati.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: corrupção ativa

70) Luiz P. Dominguetti Pereira
Representante da empresa Davati Medical Supply, afirmou em entrevista à Folha ter recebido pedido de propina de US$ 1 por dose de vacina contra a Covid-19, feito por um diretor do Ministério da Saúde, em troca de fechar contrato com o governo.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: corrupção ativa

71) Marconny Albernaz de Faria
Lobista apontado como intermediário da Precisa Medicamentos. Há indícios de que ele mantinha relação com o núcleo familiar e uma advogada de Bolsonaro.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: formação de organização criminosa

72) Amilton Gomes de Paula
Reverendo que intermediou a venda de vacinas
Sugestão de indiciamento sob acusação de: tráfico de influência
Blogueiros

73) Allan Lopes dos Santos
Blogueiro bolsonarista e dono do site Terça Livre, é uma espécie de líder informal das redes bolsonaristas. É muito ligado ao vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho 02 do presidente Jair Bolsonaro.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

74) Paulo de Oliveira Eneas
Editor do site bolsonarista Crítica Nacional, é suspeito de disseminar fake news, segundo a CPI.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

75) Bernardo Kuster
Diretor do Jornal Brasil Sem Medo, de conteúdo bolsonarista, é suspeito de disseminar fake news, segundo a CPI.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

76) Oswaldo Eustáquio
Blogueiro bolsonarista, é suspeito de disseminar fake news, segundo a CPI.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

77) Richard Pozzer
Artista gráfico, é supeito de disseminar fake news, segundo a CPI.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime

78) Leandro Ruschel
Influenciador e empresário, é suspeito de disseminar fake news, segundo a CPI.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: incitação ao crime
Empresas

79) Precisa Medicamentos
A empresa foi intermediária nas negociações da compra da vacina indiana Covaxin pelo governo Jair Bolsonaro.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: ato lesivo à administração pública

80) VTC Operadora Logística - VTCLog
Existem suspeitas de irregularidades em série nos contratos da VTCLog com o Ministério da Saúde, que passam por negócios sem licitação, reajustes com indícios de sobrepreço e a grande quantidade de transações com recursos em espécie.
Sugestão de indiciamento sob acusação de: ato lesivo à administração pública

Os dez nomes incluídos por sugestão de senadores são os seguintes: 

Heitor Freire de Abreu, ex-coordenador do Centro de Coordenação de Operações do Ministério da Saúde; 
Marcelo Bento Pires, assessor do Ministério da Saúde;
Alex Lial Marinho, ex-coordenador de Logística do Ministério da Saúde;
Thiago Fernandes da Costa, assessor técnico do Ministério da Saúde; 
Hélcio Bruno de Almeida, presidente do Instituto Força Brasil;
Regina Célia Oliveira, fiscal de contratos do Ministério da Saúde;
Amilton Gomes de Paula, reverendo presidente da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah);
José Alves Filho, sócio da Vitamedic Indústria Farmacêutica Ltda.;
Hélio Angotti Netto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, do Ministério da Saúde; 
Antônio Jordão, presidente da Associação Médicos pela Vida.

Folhapress / foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado