RedeGN - Artigo: Carta aberta em defesa da cultura gonzagueana e o engenho da arte

Artigo: Carta aberta em defesa da cultura gonzagueana e o engenho da arte

Em uma carta aberta destinada aos políticos pernambucanos, o jornalista local, Ney Vital, pós-graduado em ensino de comunicação social e membro do Conselho de Cultura do Parque Asa Branca/Museu do Gonzagão faz uma cobrança sobre a valorização da cultura nordestina, com a criação de um diálogo sobre a programação da Semana Gonzagueana de Cultura, em Exu, no Sertão do Araripe. Para ele, os governos federal e estadual vêm deixando de lado o setor cultural que envolve a tradição gonzagueana. Confiram a carta na íntegra.

A cultura gonzagueana e o engenho da arte

Identidade Cultural no mundo globalizado é fator de atração turística e desenvolvimento econômico e social. Nesta definição, viemos através de Carta Aberta, alertar, aqui ao atual Governo do Estado de Pernambuco e todos os pré-candidatos ao Governo do Estado, senador, deputados, que não esqueçam Exu, na data Dia Nacional do Forró.

Neste sentido é inacreditável, mas já era para haver uma consolidação no Calendário do Governo do Estado como a data 13 de dezembro, dia nascimento de Luiz Gonzaga, o Mestre da Sanfona, primordial para a cultura e o movimento da economia da região e o convivio com a seca.

É preciso dizer, refletir,  que estamos bem próximos da semana 13 de dezembro, data do aniversário de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, e ainda não se tem um diálogo sobre a programação da Semana Gonzagueana de Cultura, em Exu, berço do sanfoneiro e local onde Dominguinhos tocou pela última vez.

Parodiando a linguagem de Patativa do Assaré, poeta voz também dos gonzagueanos espalhados por todo este Brasil, especial Pernambuco e demais Estados que compõe o Nordeste, “já passamos setembro, estamos em outubro e cadê as falas em favor da cultura e da indústria da sanfona, triângulo e zabumba, discursos em defesa do compromisso com a cultura e arte?”

Em 2022, dia 13 de dezembro, o Brasil comemora 110 anos de nascimento de Luiz Gonzaga. Nos últimos dois anos, literalmente, a sanfona silenciou devido às regras de distanciamento social pela pandemia da Covid-19.

Mas a pergunta é: e o futuro da cultura gonzagueana? E o Festival Viva Dominguinhos que era realizado em Garanhuns? E os Festivais de Violeiros? E a Missa do Poeta Zé Marcolino, e a Missa do Vaqueiro Serrita? E o Memorial Pedro Bandeira, Juazeiro do Norte? E o Memorial Sivuca? Quais são as novas tecnologias em defesa do patrimônio cultural? Qual é a política cultural em andamento?

Percebam como temos perguntas. Qual o motivo da cultura continuar a ser tratada como algo secundário? A necessidade de distribuição mais democrática dos recursos para a cultura continua desafiando os modelos que deveriam buscar menos desigualdade social.

Em nome de Dominguinhos e Luiz Gonzaga “tá” na hora de consolidar no calendário o mês de dezembro em Exu e em cada município que a cultura garanta emprego e renda. Exemplo, Exu tem que ser visto pelo Governo Federal e do Estado como lugar histórico cultural. É urgentíssimo mais valorização para o setor cultural gonzagueano.

Ney Vital – Jornalista e apresentador do programa Nas Asas da Asa Branca-Viva Luiz Gonzaga

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