PESQUISA: Nordeste teme fraudes, vê crimes de violação dos dados pessoais crescerem e cobra legislação mais dura

A grande maioria dos brasileiros que vive no Nordeste já sofreu tentativa de fraude ou conhece alguém que tenha sido vítima e está atenta e apreensiva em relação a esses crimes e violações dos seus dados pessoais.

No período de pandemia, o relacionamento dessa população com o meio digital tornou mais aguda essas questões com aumento do uso de meios eletrônicos, via celular ou internet por exemplo, para transações financeiras, trabalho, compras.

Essas são algumas das revelações da 7ª edição do OBSERVATÓRIO FEBRABAN - pesquisa FEBRABAN-Ipespe,a maior e mais abrangente pesquisa realizada no país sobre a visão da sociedade sobre a segurança de dados no Brasil e os crimes envolvendo violação de informações pessoais. A pesquisa foi realizada entre os dias 18 a 25 de junho, com 3 mil pessoas nas cinco regiões do país, sendo 27% dos entrevistados na região Nordeste.

Segundo o levantamento, 89% das pessoas na região possuem medo de fraudes ou violações de seus dados pessoais (a maior média do Brasil, ao lado da região Norte). No Brasil como um todo, a grande maioria dos entrevistados afirma ter muito medo (53%) ou algum medo (33%) de ser vítima de fraudes ou violações dos seus dados pessoais.

Ainda no recorte para a região Nordeste, 81% dão muita ou alguma atenção para notícias sobre segurança de dados e privacidade; 48% sentem que as informações pessoais estiveram mais seguras e 43% acreditam que ficaram menos seguras nos últimos cinco anos; 53% têm expectativa de que nos próximos cinco anos a segurança vai aumentar, enquanto 21% acham que vai diminuir; e 83% consideram aceitável o uso de dados coletados para prevenir ou evitar crimes.

O recebimento de mensagem ou ligação telefônica com solicitações fraudulentas de dados pessoais ou bancários foi citado por 42% das pessoas como uma situação de golpe mais frequente; mensagens para a realização de depósitos e transferências de dinheiro foram lembradas por 30% dos entrevistados (gráfico anexo)

Como medidas de prevenção a fraudes, foram citadas o uso de senhas fortes (52%) e biometria (31%). Entre os entrevistados, 64% admitiram que aceitam cookies em sites, sempre ou eventualmente (gráfico anexo)

A maioria dos entrevistados na região (67%) confia nas empresas e instituições para manter suas informações seguras. Os bancos são os mais confiáveis (63%), à frente do varejo (60%) e das fintechs (59%), sendo citados por 50% dos entrevistados como a instituição que mais tem investido na segurança em dados pessoais (gráficos anexos)

"Segurança digital é um tema que a sociedade precisa encarar de frente e já está fazendo, pois diariamente esses crimes afetam pessoas e empresas, ganham espaço no noticiário econômico, político e policial envolvendo não só o cidadão, mas também grandes corporações e instituições públicas e privadas", diz o presidente da FEBRABAN, Isaac Sidney, que ressalta: "Um bom indicador da pesquisa é que o brasileiro está atento, sobretudo quanto o uso que as empresas privadas fazem dos seus dados pessoais".

Segundo dados da FEBRABAN no primeiro bimestre de 2021 os ataques de phishing, a chamada pescaria digital, cresceu 100% em relação ao ano passado, enquanto os golpes da falsa central telefônica e falso funcionário de banco tiveram crescimento ainda maior, de 340%.
O sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe, destaca como resultado animador da pesquisa a constatação de que, apesar do medo e da preocupação preponderantes em relação à segurança de dados no país, a grande maioria dos brasileiros confia nas empresas e instituições com que transacionam, no que tange à proteção de suas informações pessoais e reconhecem os investimentos feitos no intuito de aumentar a segurança.

Sobre a Febraban

A FEBRABAN - Federação Brasileira de Bancos - é a principal entidade representativa do setor bancário brasileiro. Fundada em 1967, na cidade de São Paulo, é uma associação sem fins lucrativos que tem o compromisso de fortalecer o sistema financeiro e suas relações com a sociedade e contribuir para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País.

O quadro associativo da entidade conta com 117 instituições financeiras associadas, as quais representam 98,8% dos ativos totais e 96,6% do patrimônio líquido das instituições bancárias brasileiras.

Sobre o Ipespe

O Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), fundado em 1986, é uma das instituições mais respeitadas do Brasil no setor de pesquisas de mercado e opinião pública. E conta com um conselho científico formado por especialistas de diversas áreas, o qual é presidido por Antonio Lavareda, mestre em sociologia e doutor em ciência política.

Tem equipes operacionais e consultores em todos os estados do País e atuação em âmbito nacional e internacional, sempre atualizado com o que há de mais inovador em técnicas e sistemas de pesquisas. A experiência, o rigor técnico e a agilidade do Ipespe têm se transformado em ferramentas fundamentais para que empresas privadas, governos e organizações possam conhecer melhor o seu público e o mercado.

Sobre o OBSERVATÓRIO FEBRABAN

O OBSERVATÓRIO FEBRABAN - pesquisa FEBRABAN Ipespe, foi lançado em junho de 2020 com objetivo de se tornar uma fonte de informações sobre as perspectivas da sociedade e o potencial impacto econômico-financeiro, ouvindo a população e estimulando o debate em diversos setores. Com periodicidade trimestral, a iniciativa é parte de uma série de medidas da Febraban para ampliar a aproximação dos bancos com a população e a economia real, de forma cada vez mais transparente.

Anexos

GRÁFICOS NORDESTE.pdf