RedeGN - Wilson Duarte, personagem do Zé Brocoió é vacinado contra a Covid-19

Wilson Duarte, personagem do Zé Brocoió é vacinado contra a Covid-19

“Corre um boato na beira do rio, que o Velho Chico pode morrer, virar riacho e correr, pro nada, viajando por temporada, quando a chuva do meu Deus dará chegar…” Esses são versos da música “Boato Ribeirinho”, uma poesia escrita e musicada por Wilson Duarte, conhecido por Zé Brocoió, com parcerias de Nilton Freitas e Wilson Freitas.

Neste sábado (17), Wilson Duarte recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19. O Humor apurado, versatilidade, poesia e riqueza textual cedeu lugar a "um olhar de esperança". O sorriso por hora cessou em solidaridade aos mais de 369 mil brasileiros que "partiram para o sertão da eternidade". Nas redes sociais foram várias mensagens carregadas de positividade e esperança de dias melhores com a imagem de Wilson sendo vacinado.

Wilson Duarte, através do personagem Zé Brocoió, é um dos mais queridos do rádio e televisão do norte da Bahia e Vale do São Francisco. São décadas que o ouvinte acompanha a Bodega do Zé Brocoió, atualmente transmitido na Rádio Emissora Rural.

Publicitário, Wilson Duarte dá vida a propaganda que é considerada uma das mais marcantes, o Vale da Sorte. Detalhe: são décadas que toda semana é apresentado uma propaganda inédita na TV e Rádio para fazer a chamada do sorteio do Vale da Sorte. Como não se lembrar do homem de terno e gravata dos comerciais de TV da Bombril? Assim igual a Carlos Moreno que usou a imagem e voz para a propaganda da marca por quase quarenta anos, garantindo um lugar no Guiness Book por ter ficado ao ar por tanto tempo, Wilson Duarte é também reconhecido nas ruas e avenidas.

Além da música Boato Ribeirinho a poesia de Wilson Duarte é cantada pelo irmão Gervilson, cd lançado e que retrata uma tradicional Bodega, na Flaviano Guimarães, onde viveram a infância e juventude. A canção tem uma participação especial do cantor Flávio Leandro.

Em 2019, a reportagem da REDEGN destacou que A Bodega de “seu Cacá” marcou uma época no comércio local, principalmente no atendimento de famílias que moravam próximo da “rua de baixo”, Coréia, Flaviano Guimarães, Cajueiro e moradores da área rural, de lagoa do Boi a Pinhões, Itamotinga, Abóbora, Poções, dentre quase uma centena de povoados no interior de Juazeiro, que ali se abasteciam. 

A grande maioria, lembra os filhos, deixava na “Caderneta de fiado” um débito para pagar “no mês que vem ” e consequentemente levar outra feira.

Dessa Bodega, situada no início da Flaviano Guimarães, “seu” Cacá criou e educou os 6 filhos, Gervilson, Engenheiro/Sanfoneiro; Miriam/Psicóloga; Edson Duarte, Ex-deputado e ex-ministro do Meio Ambiente; Edilson, Empresário; Célia, Advogada e Wilson Duarte ou Zé Brocoió, Radialista e humorista.

“Fomos criados todos dentro dessa bodega, ajudando a atender a clientela de amigos e aprendendo desde cedo as operações matemáticas, os primeiros conceitos de economia, mas principalmente uma regra que nosso pai não abria mão: o respeito aos clientes, todos eles colocados na conta de amigos e amigas”, disse Wilson Duarte.

Casado com Dona Judite, que ainda mora no mesmo local onde funcionou durante muitas décadas a bodega, “Seu Cacá” deixou uma marca que ainda é muito lembrada: Sua irreverência, seu jeito de receber amigos e contar histórias e mais histórias.

Também por esta experiência é que Wilson Duarte é nome popularizado no Rádio. Em 2016 quem assistiu a novela global “Velho Chico”, se emocionou. A interpretação de Christiane Torloni, com acompanhamento do sanfoneiro Chambinho do Acordeon, ouviu um verdadeiro grito de socorro do Rio São Francisco.

A poesia do Juazeirense Wilson Duarte, que tem parceria musical de Nilton Freitas e Wilson Freitas, mexeu com a emoção dos ribeirinhos.

A canção, cantada e declamada rio afora há mais de 20 anos, é um verdadeiro grito de alerta contra os crimes ambientais cometidos ao longo dos anos. “Corre um boato na beira do rio, que o Velho Chico pode morrer, virar riacho e correr, pro nada, viajando por temporada, quando a chuva do meu deus dará chegar...”

Além da interpretação de Nilton Freitas, um dos autores, Boato Ribeirinho também ganhou vida nas vozes de Targino Gondim e Elba Ramalho, Julia Ribas, Endira Freitas, Alexandre Aguiar, Gervilson Duarte, dentre outros.

Redação Ney Vital redeGN Foto Italo Duarte