RedeGN - Cebola e tomate: Vilões dos preços em janeiro, produtos tem tendência de queda em fevereiro

Cebola e tomate: Vilões dos preços em janeiro, produtos tem tendência de queda em fevereiro

De acordo com publicação do G1, a cebola e o tomate foram vilões na alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro, divulgado nesta terça-feira (9).

O índice, que mede a inflação oficial do país, subiu 0,25% no mês passado, liderado pelo grupo dos alimentos, que avançou 1,02%. A cebola disparou 17,58% em relação a dezembro; o tomate aumentou 4,89%.

De acordo com a pesquisa os problemas climáticos na safra das hortaliças fizeram os preços subirem, superando dezembro, que fechou com leve queda.

A notícia de que agora em fevereiro o cenário pode melhorar, com o aumento da oferta, deve agradar ao consumidor final, mas para agricultores, inclusive na região do São Francisco, a baixa oferta, que resulta em alta nos preços e mais lucros na hora de colher e vender, deveria continuar para se traduzir em lucro para quem está em processo de colheita.

A baixa na oferta neste mês de janeiro, de acordo com especialistas, foram os problemas climáticos e intervalo de safra da cebola e do tomate.

No caso da cebola a alta também teve influência pela baixa produção em plantações no Sul, atingidas por fortes chuvas em alguns períodos da atual colheita, o que resultou na necessidade de importação de cebola do Chile.

Para as próximas safras a situação parece mais otimista. "Por causa do tempo seco, outras regiões acabaram plantando mais, então é provável que a gente tenha um maior volume de cebola disponível, uma maior oferta e aí uma diminuição de preços", relatam especialistas.

Já no caso do tomate o aumento pode ter sido provocado pelo intervalo de safra concentrado no início do mês de janeiro, mas já há indícios de queda nos preços com a retomada das colheitas.

O fim do auxílio emergencial pode ser outro fator a interferir na queda de consumo, ocasionando a baixa de preço tão esperada por quem consome, mas nem tanto por quem produz.

Da redação redeGN/ Com informações do G1/ Foto divulgação redes sociais