RedeGN - Projeto há seis anos é exemplo de como se deve conviver com a abelha viva

Projeto há seis anos é exemplo de como se deve conviver com a abelha viva

O número de acidentes com abelhas tem crescido muito no Brasil nos últimos anos. Dados apresentados em relatórios mostram que a cada ano aumenta o número de casos em todo o país. Petrolina entrou na estatística com o ataque de abelhas registrado na tarde de segunda-feira (14), nas proximidades do cemitério, centro. Um idoso, 71 anos morreu após as picadas das abelhas.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), socorreu outras sete pessoas picadas por abelhas e encaminhadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O estado de saúde delas é considerado estável, sem risco de morte.

Embora seja na zona rural, o desenvolvimento da atividade de produção em que há maiores riscos de acidentes, existe também a possibilidade de acidentes com abelhas nas cidades. Pela enxameação, novos enxames se alojam nas áreas urbanas, principalmente dentro das casas e quintais, beirais de edificações, postes de iluminação pública, ocos de troncos de árvores, fendas em muros e paredes. Essa constatação tem levado a uma preocupação dos órgãos públicos de saúde e de segurança, pois os acidentes com abelhas em áreas urbanas têm aumentado nos últimos anos.

Em Juazeiro, Bahia, o Projeto Abelha Viva é um exemplo de que todo o ano e dia são comuns atendimentos de ocorrências envolvendo abelhas, porém é na estação das flores e no verão que os incidentes com estes insetos aumentam consideravelmente.

O forte calor e o desmatamento na zona rural faz com que os enxames de abelhas migrem para área urbana em busca de locais mais frescos para construírem suas colmeias, por isso é comum o aumento de incidentes com abelhas nesta época do ano. O Calor também deixa as abelhas mais agitadas e agressivas.

A parceria entre o Projeto Abelha Viva e o Nono GBM, tem evitado que centenas de enxames de abelhas sejam exterminados na região do São Francisco. O Projeto foi criado em 2014, visa proteger enxames de abelhas e tem combatido constantemente a prática irregular na cidade. 

O ‘Abelha Viva’ é uma iniciativa voluntária de Lícia Regina Lopes, que ao presenciar um extermínio de enxame em uma área urbana passou a estudar sobre as espécies. Já foram realizadas varias capacitações com a participação de apicultores, do Corpo de Bombeiros, representantes da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e de organizações parceiras, que abraçaram a ideia da proposta.

Hoje o Projeto conta com a vontade incansável de Lícia Lopes em combater o extermínio de abelhas na região. Em 2015, o Projeto Abelha Viva foi premiado nacionalmente pela Natura com o Prêmio Acolher, em razão da relevância do Projeto em contribuir com a natureza. 

Confira postagem recente de Lícia Lopes em sua rede social: 

"A missão do bombeiro militar é preservar a vida, o meio ambiente e o patrimônio e foi exatamente isso que a equipe do Ten Cel Tarcísio Ribeiro do Valle,  comandada pela Sub Tenente Sandra Freire, Sargento Douglas, Soldados Ariel, Leontino e Carapiá  fizeram. Garantiram toda a segurança em nome da vida!

Capturar enxame de abelhas africanizadas durante o dia não é uma prática do grupo Abelha Viva, mas diante da necessidade maior e do perigo iminente, realizamos o resgate do enxame que estava arranchado no meio fio no comércio de Juazeiro-Bahia. O solicitante receoso de um ataque devido ao movimento constante dos comerciários, consumidores, carros e motos, solicitou ao NONO GBM providências que de imediato acionou os apicultores Licia e Ernando e prontamente se disponibilizaram a capturar o enxame. Mais um resgate realizado com sucesso'!

CUIDADOS:

Caso visualize um enxame de abelhas em seu quintal, jamais tente fazer a remoção por conta própria, se afaste e ligue imediatamente para o telefone de emergência 193;

Atenção redobrada com as crianças e os idosos, oriente seus filhos para que não brinque próximo ao enxame e não jogue nenhum objeto nas abelhas;

Afaste os animais domésticos do enxame, qualquer barulho que eles façam, poderá irritá-las e desencadear um ataque;

Abelhas não gostam de barulho, se for realizar algum trabalho que necessite utilizar máquinas barulhentas ou usar equipamentos motorizados faça uma inspeção cuidadosa do local e tenha certeza de que não exista nenhum enxame próximo;

Ao se deparar com um enxame de abelhas em deslocamento, abaixe-se e se perceber que será atacado, corra, preferencialmente em zigue-zague;

Caso seja atacado, proteja das picadas o pescoço e o rosto, com a ajuda de uma camiseta ou outra vestimenta;

Pessoas comprovadamente alérgicas devem evitar caminhadas em locais próximos a matas;

Mantenha a calma, não faça movimentos bruscos perto do enxame, evite bater nas abelhas, lembre-se: As abelhas têm o instinto natural de defender as colméias, e certamente irão atacar caso identifiquem alguma ameaça;

As abelhas convivem em um sistema de extraordinária organização: Em cada colônia existem cerca de 80.000 abelhas, sendo uma única rainha, centenas de zangões e o restante são as operárias. Somente a rainha põe ovos férteis, os zangões são os machos e vivem para fecundar a rainha. As abelhas que possuem ferrão são as fêmeas, porém somente as operárias ferroam, cabe a elas a função de defender a colônia contra qualquer ameaça.

Elas possuem uma função fundamental para o planeta, são elas as responsáveis pela polinização, que é o processo que garante a produção de frutos e sementes e a reprodução de diversas plantas, sendo um dos principais mecanismos de manutenção e promoção da biodiversidade na Terra. A polinização é realizada também por pássaros, vespas, borboletas, entre outros, porém são as abelhas os agentes mais adaptados e eficientes, sendo dessa forma os mais importantes no processo de polinização.

Portanto, diante da comprovada importância desses insetos, a Lei 9605/98 (LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS) considera crime ambiental o extermínio de abelhas, a lei em seu artigo 29 traz o seguinte texto:

Art. 29 - Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:

Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa.

As orientações acima, certamente os incidentes com abelhas diminuirão. O Corpo de Bombeiros Militar atende 24hs por dia em todo estado e deve ser acionado em casos de emergências através do telefone 193.

Redação redeGN