RedeGN - Sem tomar posse, Decotelli deixa Ministério da Educação após revelações de falsidades em currículo

Sem tomar posse, Decotelli deixa Ministério da Educação após revelações de falsidades em currículo

Nomeado para o Ministério da Educação, o professor Carlos Alberto Decotelli entregou nesta terça-feira (30) carta de demissão ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O pedido foi aceito pelo chefe do Executivo federal, segundo assessores do Palácio do Planalto. A demissão vem após polêmicas sobre o curriculo do professor, que apresentava diversos cursos que ele não tinha.

Decotelli teve a nomeação publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira (25), mas não chegou a tomar posse. A cerimônia estava marcada para esta terça-feira (30).

Decotelli tinha até mesmo marcado uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), mas cancelou sem dizer o motivo. Logo em seguida, ele se reuniu com Bolsonaro.

De acordo com o jornalista Vicente Nunes, do Correio Braziliense, Anderson Ribeiro Correia, reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), está sendo cotado para assumir a vaga de ministro da Educação que estava aberta desde a saíde de Abraham Weintraub. O nome dele deve ser confirmado ainda nesta terça-feira (30/06). 

De acordo com o jornalista Vicente Nunes, do Correio Braziliense, Anderson Ribeiro Correia, reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), está sendo cotado para assumir a vaga de ministro da Educação que estava aberta desde a saíde de Abraham Weintraub. 

Após Decotelli ser anunciado chefe da pasta do MEC, algumas inconsistências no currículo do professor foram apontadas.

Inicialmente, o reitor da Universidade de Rosário, na Argentina, Franco Bartolacci, afirmou que o agora ex-ministro não possui o título de doutor pela instituição. Logo depois, o  Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) declarou que que ele não concluiu nenhum programa de pós-doutorado na Universidade de Wuppertal, na Alemanha.

Em nota a Fundação Getulio Vargas (FGV) também informou que Carlos Alberto Decotelli não foi pesquisador ou professor da instituição. 

Para se defender das acusações, Decotelli concedeu sua primeira entrevista coletiva. Ele afirmou que que cursou e foi aprovado em todas as matérias necessárias, tendo participado, inclusive da cerimônia de formatura na Universidade de Rosário.

Sobre o pós-doutourado na Universidade de Wuppertal, na Alemanha, disse que “a pesquisa foi concluída” e que ele tem a comprovação de que o trabalho foi registrado em um “cartório acadêmico”.

Após as polêmicas envolvendo o currículo do ex-ministro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) saiu em defesa de Decotelli.

Atráves do Facebook, Bolsonaro disse que só recebeu “mensagens de trabalho e honradez” sobre Decotelli e que ele tem “capacidade para construir uma educação inclusiva”. O presidente também afirmou que o ex-ministro estava “ciente de seu equívoco” sobre as “inadequações curriculares”. 

Jornal Estado de Minas